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Foto: Pupin+Deleu

Camilla Camargo atravessa 2026 em movimento. Entre palcos e sets de filmagem, a atriz consolida uma trajetória pautada pela diversidade de gêneros e pela disposição em explorar novas camadas de atuação. Do humor clássico ao terror psicológico, seu percurso recente revela uma intérprete interessada no risco criativo e na entrega total a cada personagem.

Atualmente em cartaz com “Dois Patrões”, adaptação de Carlo Goldoni apresentada no Teatro Itália, Camilla mergulha na engrenagem precisa da comédia. A montagem exige ritmo afiado, escuta atenta e domínio corporal — elementos que reafirmam sua conexão com o teatro e com a energia do ao vivo.

Já no musical “Aqui Jazz”, a atriz experimentou outra atmosfera: um registro mais intimista, em que dramaturgia e música se entrelaçam, ampliando sua tessitura interpretativa e a relação sensível com o público.

Do palco à tela: tensão e intensidade no cinema

No cinema, a diversidade também se impõe. Em “A Caipora”, Camilla assume o protagonismo de um thriller com atmosfera de terror e referências ao folclore brasileiro, conduzindo uma narrativa marcada por tensão e densidade dramática.

Em “Coração Sertanejo”, desloca-se para o universo musical ao interpretar Bruna, produtora que atua nos bastidores desse cenário. Já em “Pacto Maldito”, retorna ao terror, aprofundando sua investigação sobre narrativas de suspense e intensidade psicológica.

É nesse cruzamento entre comicidade e tensão, entre palco e tela, que a atriz delineia uma identidade artística própria. A seguir, Camilla reflete sobre presença, exposição e os diálogos entre as diferentes mídias em sua carreira.

Em meio a trabalhos no audiovisual, tanto no streaming quanto no cinema, você retorna ao palco em peças como “Dois Patrões”. O que o teatro oferece que nenhuma câmera consegue capturar?

O teatro é vivo. Ele não tem o “errou? Volta e faz de novo”. É outra dinâmica, que exige presença, escuta e um certo improviso. Além disso, cada plateia reage de um jeito ao mesmo texto, e isso transforma tudo a cada apresentação. Eu amo essa imprevisibilidade do teatro. Por mais que o audiovisual também seja incrível, essa pulsação única do palco me cativa profundamente.

O palco exige presença total, sem edição ou filtros. Essa exposição ao vivo transforma sua relação com a atuação?

Na verdade, isso não me altera como atriz, porque em qualquer trabalho eu estou disposta à exposição que a personagem precisar. Mas, como eu disse na resposta anterior, esse “ao vivo” do teatro traz outra dinâmica, cria um outro tipo de vínculo e acaba exigindo coisas diferentes de mim, uma presença e uma entrega que só acontecem ali, naquele instante.
Então, o teatro nos permite viver, às vezes, o mesmo texto com reações internas também diferentes, porque somos humanos, e a cada dia estamos diferentes. Isso faz parte da nossa natureza, e eu acho isso lindo.

Foto: Pupin+Deleu
Foto: Pupin+Deleu

Em um cenário dominado por telas, qual é o papel simbólico do teatro para você como artista?

O teatro te permite sentir de perto tudo o que os atores estão vivenciando. Ele te coloca mais presente, nesse tête-à-tête, olho no olho. Não deixa escapar nada, porque você está ali, junto, atravessando aquela catarse coletiva ao mesmo tempo.

Suas experiências recentes no teatro dialogam de alguma forma com seus trabalhos em outras mídias?

Elas sempre dialogam, porque sou eu, Camilla, quem empresta corpo, voz, experiências e emoções a cada personagem. Sou a soma de tudo o que estudei, vivi, experimentei e busquei até hoje. Então, não importa a mídia: estarei sempre 100% entregue à história e à personagem.

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