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Ayrson Heráclito. Foto: Iury Taillan

Mostra reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, com trabalhos inéditos do artista

A Simões de Assis inaugura, no dia 8 de agosto, em São Paulo, a exposição individual Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito. Com texto crítico de Hélio Menezes, a mostra reúne cerca de 30 obras, entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, e permanece em cartaz até 12 de setembro.

O título parte de uma expressão em iorubá que significa “olho interno”. O termo foi empregado pelo historiador da arte Rowland Abiodun para descrever uma percepção estética e espiritual ligada à criação dos artistas iorubás, capaz de alcançar a essência, o caráter e os axés de cada tema.

A partir dessa ideia, também compartilhada por Ayrson Heráclito, a exposição apresenta trabalhos atravessados pela cosmologia afro-brasileira e por referências rituais que acompanham sua produção artística.

Corpo, memória e diáspora

Entre as obras selecionadas estão as séries Juntó, apresentada em esculturas e aquarelas, e Oríkìs de Instrução, composta por fotografias e vídeos. A mostra também reúne trabalhos como Inventário, Black Atlantic, Espada de Ogum e Marcas de identificação em caixas de açúcar da Frota de 1702.

Uma sala de vídeo será dedicada exclusivamente a Oríkìs de Instrução, ampliando a presença do audiovisual no percurso expositivo.

O corpo, os elementos rituais do candomblé e as conexões entre o continente africano e as diásporas negras nas Américas aparecem como eixos centrais da exposição. Esses temas atravessam tanto os trabalhos inéditos quanto séries que já integram a trajetória de Heráclito.

Além da individual em São Paulo, o artista participa da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, intitulada In Minor Keys, em cartaz até 22 de novembro de 2026.

Serviço

Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito
Abertura: 8 de agosto
Em cartaz até: 12 de setembro
Local: Simões de Assis, São Paulo
Texto crítico: Hélio Menezes

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