Sig Bergamin e Murilo Lomas

Existe um movimento cada vez mais claro entre quem vive nas grandes cidades: trocar, ainda que por alguns dias, a urgência urbana por espaços em que o tempo parece correr de outra forma. É justamente nessa ideia que a Fazenda Santa Helena encontra seu lugar.

Inaugurado no último sábado, 29 de agosto, o novo empreendimento da JHSF ocupa 6 milhões de m² a cerca de uma hora de São Paulo e propõe uma leitura contemporânea da vida no campo. Aqui, a paisagem não funciona apenas como cenário. Ela participa da arquitetura, da rotina e da maneira como os espaços foram pensados.

Sig Bergamin e Murilo Lomas assinam a arquitetura do projeto, enquanto Maria João d’Orey responde pelo paisagismo. O resultado parte de uma relação próxima entre interiores, áreas de convivência e natureza, sem recorrer à ideia tradicional de uma casa de campo isolada de tudo.

Na Santa Helena, o campo ganha outras camadas.

Há trilhas em meio à mata nativa, um campo de golfe desenhado por Jack Nicklaus, Golf Clubhouse e Centro Equestre. O Santa Helena Country Club, por sua vez, reunirá restaurante, spa e quadras esportivas, enquanto o Santa Helena Market concentrará gastronomia, lojas e serviços.

Essa mistura ajuda a desenhar uma rotina em que esporte, descanso e convivência aparecem naturalmente no mesmo endereço. Mais do que criar uma fuga da cidade, o projeto tenta estabelecer uma nova dinâmica de permanência fora dela.

A arquitetura acompanha essa proposta. Sig Bergamin e Murilo Lomas, conhecidos por projetos marcados por repertório visual e referências que atravessam diferentes culturas, trabalham aqui com uma escala incomum. O desafio está justamente em fazer uma propriedade de grandes dimensões manter certa sensação de intimidade.

As residências seguem essa lógica de diferentes maneiras de ocupar o espaço. Há lotes a partir de 2.000 m², estâncias de 20.000 m² e Villas de 608 m², com cinco suítes e terrenos a partir de 1.000 m².

No fim, o que a Fazenda Santa Helena coloca em cena é menos a ideia clássica de “ir para o campo” e mais uma mudança na própria noção de luxo. Menos excesso, mais espaço. Menos pressa, mais tempo. E uma arquitetura pensada não para competir com a paisagem, mas para fazer parte dela.

 

GLMRM mostra alguns cliques:

 

Fotos: Thaize Vieira

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