Adriana Cairo – Foto: Divulgação

A perda de peso costuma chamar atenção pelas mudanças no rosto e no corpo, mas as mãos também podem revelar transformações importantes. Com a popularização dos medicamentos análogos de GLP-1 e os casos de emagrecimento mais acelerado, dermatologistas passaram a observar pacientes com mãos mais finas, veias e tendões aparentes e alterações na textura da pele.

O fenômeno vem sendo chamado de “Ozempic Hands” e está relacionado ao aspecto mais esquelético que pode surgir após uma redução significativa da gordura corporal.

“Em muitos casos, o paciente apresenta um emagrecimento muito rápido e essas mudanças acontecem de forma acelerada. Por isso, é interessante o cuidado e acompanhamento dermatológico nesse processo, em paralelo ao acompanhamento nutricional, com atenção também à ingestão adequada de proteínas e aos cuidados com a barreira cutânea”, explica a dermatologista Dra. Adriana Cairo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, speaker da Vydence® e professora de laser da Residência de Dermatologia do Hospital Heliópolis.

Por que as mãos mudam com a perda de peso?

As mãos possuem naturalmente uma camada relativamente fina de tecido subcutâneo. Por isso, quando há redução do percentual de gordura, estruturas como veias, tendões e contornos ósseos podem se tornar mais visíveis.

Além da perda de volume, o próprio envelhecimento interfere na aparência dessa região. Entre as mudanças estão a redução da densidade da pele, alterações nas fibras de colágeno e elastina, menor hidratação e o aparecimento de manchas e irregularidades na textura.

“Além da alteração volumétrica, o envelhecimento das mãos também envolve mudanças na qualidade da pele, incluindo redução da densidade dérmica, alterações nas fibras de colágeno e elastina, perda de hidratação e surgimento de manchas e irregularidades na textura. Nesse ponto, o Zye Laser atua de forma interessante. A plataforma smartlaser permite combinar diferentes ponteiras e comprimentos de onda numa mesma sessão de acordo com as necessidades identificadas durante a avaliação”, explica a médica.

Associação de tratamentos

Segundo Adriana, uma das possibilidades é associar tecnologias com diferentes objetivos. No protocolo descrito pela dermatologista, o Zye Laser é utilizado antes da aplicação do biorremodelador Profhilo.

“A ponteira YAG 5-15 é utilizada com foco na remodelação do colágeno e a ponteira 1340 nm, um laser não ablativo, pode contribuir para a melhora da densidade da pele. O handpiece de picossegundos ajuda a tratar textura e manchas”, diz.

Depois de um intervalo de aproximadamente 15 a 20 minutos, é feita a aplicação do Profhilo, biorremodelador injetável à base de ácido hialurônico.

“Profhilo ajuda a produzir adipócitos jovens que vão ter uma função muito melhor na pele. Quando injetado, ele atua reforçando o bom funcionamento de células como fibroblastos (que formam colágeno), adipócitos (relacionadas à gordura) e queratinócitos (superfície da pele). O paciente vai ter um rejuvenescimento da pele e uma ajuda na estrutura também”, comenta Adriana.

A médica acrescenta que a proposta da associação é atuar em diferentes camadas.

“Nessa associação, o interessante é justamente a possibilidade de atuar em diferentes camadas. O laser trabalha aspectos relacionados à remodelação e à qualidade da pele, enquanto o biorremodelador complementa esse processo. É uma associação em que um tratamento reforça o outro”, diz.

Avaliação deve ser individualizada

De acordo com a dermatologista, o protocolo costuma ser realizado em duas sessões, com intervalo de um mês.

“Já conseguimos observar mudanças após a primeira sessão, mas o resultado tende a se tornar ainda melhor após a segunda aplicação”, afirma.

A quantidade e o tipo de tecnologias utilizadas podem variar conforme o grau de envelhecimento e as mudanças corporais apresentadas por cada paciente.

“Quanto maior o grau de envelhecimento ou mais significativa tiver sido a mudança corporal, maior pode ser a necessidade de associar tecnologias da plataforma Zye. Cada paciente precisa ser avaliado para que o protocolo seja planejado de acordo com as alterações predominantes”, finaliza Adriana.

Fonte: Dra. Adriana Cairo, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, speaker da Vydence® e professora de laser da Residência de Dermatologia do Hospital Heliópolis.

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