Com a chegada dos dias mais quentes, braços e pernas ficam mais expostos e pequenas alterações na pele podem chamar mais atenção. Entre elas estão as chamadas manchas brancas, que podem ter diferentes causas e, por isso, precisam de avaliação antes de qualquer tentativa de camuflagem.
Uma das possibilidades é a leucodermia gutata, condição benigna associada ao envelhecimento da pele e à exposição solar acumulada. No entanto, nem toda mancha clara tem a mesma origem. O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista.
Depois dessa etapa, quem se incomoda com a aparência das marcas pode considerar procedimentos estéticos, entre eles a micropigmentação reparadora.
O que a micropigmentação pode fazer
A técnica utiliza pigmentos para aproximar visualmente a tonalidade das manchas à cor da pele ao redor.
É importante, porém, entender o limite do procedimento. A micropigmentação não trata a causa da leucodermia e não devolve a pigmentação natural da pele. Seu objetivo é apenas camuflar a diferença de cor.
“A maioria das pessoas conhece a micropigmentação feita nas sobrancelhas e nos lábios, mas poucos sabem que ela também pode ser utilizada para camuflar essas pequenas manchas. Muitas mulheres convivem com elas há anos sem imaginar que existe essa possibilidade”, explica Fabiana Avesani, profissional com 18 anos de atuação em micropigmentação estética e paramédica.
A escolha da cor exige avaliação individual
A tonalidade do pigmento precisa ser definida de acordo com cada pele. Diferenças de subtom, intensidade da mancha e resposta individual ao procedimento podem interferir no resultado.
“Não existe uma fórmula única. Cada pele tem uma tonalidade e reage de uma maneira. O segredo está em trabalhar essas diferenças para que o resultado fique o mais natural possível”, afirma Fabiana.
Por isso, o procedimento não deve ser encarado como uma solução de cobertura perfeita ou definitiva.
Verão exige planejamento
Quem pretende fazer micropigmentação também precisa considerar o período de cicatrização e as orientações sobre exposição solar.
Praia, piscina e atividades ao ar livre devem entrar no planejamento. O ideal é conversar previamente com o profissional responsável para entender os cuidados necessários antes e depois do procedimento.
Além disso, a proteção solar continua indispensável, independentemente da realização da camuflagem. Protetor, roupas e sombra ajudam a reduzir os efeitos da exposição acumulada à radiação solar.
Expectativa realista faz parte da decisão
Os resultados podem variar e, em alguns casos, exigir manutenção ao longo do tempo.
Antes de decidir, vale esclarecer riscos, limitações, necessidade de retoques e cuidados posteriores. Assim, a escolha acontece de maneira mais consciente e sem transformar a chegada do verão em uma corrida por procedimentos estéticos.
- Neste artigo:
- Fabiana Avesani,
- GLMRM Saúde,