Na Alta Costura de Paris 2026, a beleza abandona o excesso para assumir um novo lugar: o de coadjuvante sofisticada, pensada para valorizar — e não competir com — as criações artesanais que dominam as passarelas. Em meio a volumes esculturais, tecidos preciosos e silhuetas quase arquitetônicas, a maquiagem segue um caminho mais sutil, onde intenção, leveza e luminosidade falam mais alto do que impacto imediato.
A pele se torna o verdadeiro ponto focal. Natural, viçosa e muito bem iluminada, ela aparece com acabamento realista, quase orgânico, como resultado de cuidado contínuo e não de camadas visíveis de produto. O glow surge controlado, elegante, com aquele efeito de luz que parece vir de dentro para fora — uma resposta direta ao maximalismo que marcou outras temporadas.
Esse movimento aponta para uma mudança clara no discurso das grandes marcas de beleza, que passam a investir em fórmulas híbridas, texturas inteligentes e produtos multifuncionais. É nessa mesma direção que a Vult traduz a estética da Alta Costura em uma beleza acessível, luminosa e contemporânea, com produtos que tratam enquanto maquiam e respeitam a textura real da pele. A maquiagem deixa de ser apenas estética e passa a atuar também como cuidado.
Nos olhos, a proposta segue a mesma lógica de suavidade e intenção. Tons neutros, fundos rosados e acabamentos acetinados criam profundidade sem marcar excessivamente. O olhar não é “desenhado”, mas acompanhado, respeitando sua estrutura natural. As sobrancelhas aparecem cheias, penteadas e orgânicas, reforçando a estética effortless que domina a temporada. Já os cílios caminham entre definição leve ou alongamento elegante, sempre sem exageros.
Nos lábios, o protagonismo fica com texturas confortáveis e cores que dialogam com o tom natural da boca. Rosados suaves, nudes e marrons aparecem com acabamentos cremosos ou glossy discreto, sempre com aspecto de hidratação. O brilho é presente, mas nunca excessivo — ele complementa o rosto, não rouba a cena.
Mais do que uma tendência pontual, a beleza vista na Alta Costura de Paris 2026 traduz um novo entendimento de luxo. Um luxo que valoriza a individualidade, respeita a pele real e entende a maquiagem como extensão do cuidado diário. O resultado é um visual que não apaga traços, mas os evidencia com leveza, brilho na medida certa e uma elegância silenciosa — aquela que não precisa chamar atenção para ser memorável.