Entre o silêncio e o reconhecimento, nasce uma lenda contemporânea

Foto Divulgação

Algumas histórias não precisam ser contadas em voz alta. Elas se impõem pelo peso da trajetória, pelo respeito construído ao longo do tempo e, principalmente, pelo olhar de quem esteve do outro lado. É a partir desse princípio que O Boticário apresenta Malbec Black Legend, edição limitada que marca um novo capítulo na linha Malbec e propõe uma leitura mais simbólica sobre grandeza e legado.

A campanha, assinada pela AlmapBBDO, escolhe o futebol como linguagem universal para falar de reconhecimento verdadeiro. Em cena, dois nomes que não precisam de apresentação: Kaká e Fabio Cannavaro. No entanto, o filme não gira em torno de títulos ou gols. Ele se constrói justamente no que vem depois da glória.

Filmado em preto e branco e conduzido pela intensidade dramática de Nessun Dorma, o curta cria uma atmosfera quase suspensa no tempo. A trilha, marcada pela espera e pela vitória anunciada, funciona como metáfora para trajetórias que dispensam explicações. Nada ali é apressado. Tudo é contido, preciso e carregado de significado.

Kaká ocupa o centro da narrativa não apenas como protagonista, mas como símbolo de uma carreira construída com consistência. Último brasileiro a conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo atuando na Itália, ele representa um tipo de excelência que atravessa fronteiras. Cannavaro, por sua vez, surge como voz narrativa — e essa escolha muda tudo. Como rival histórico e último italiano a receber o mesmo prêmio, ele fala de um lugar raro: o de quem reconhece a grandeza porque também a viveu.

Esse reconhecimento não vem como elogio explícito. Pelo contrário. Ele se manifesta no tom, no silêncio e na ausência de disputa. O filme deixa claro que a verdadeira validação não nasce da autopromoção, mas do respeito mútuo entre aqueles que compartilham o mesmo patamar.

O diálogo entre Brasil e Itália reforça essa camada simbólica. São dois países cuja relação com o futebol ultrapassa o esporte e se transforma em identidade cultural. Ao mesmo tempo, a Itália aparece como referência sensorial: a região da Puglia, no sul do país, inspira a fragrância ao ser berço do vinho Neroamaro — elemento que orienta a construção olfativa de Malbec Black Legend.

Criada pelo perfumista francês Pascal Gaurin, a fragrância combina a densidade do acorde de vinho Neroamaro com a profundidade das madeiras negras. O resultado é uma composição intensa e noturna, pensada como assinatura — algo que se percebe antes mesmo de ser explicado.

Ao longo da campanha, a narrativa se mantém fiel à sua proposta inicial: não anunciar grandeza, mas sugeri-la. Em vez de slogans explícitos, o filme aposta em imagens, música e história. Em vez de afirmações diretas, constrói significado por associação.

No fim, Malbec Black Legend se apresenta menos como lançamento e mais como gesto simbólico. Um encontro entre trajetórias que não precisam provar nada — apenas reconhecer, no outro, aquilo que só uma lenda é capaz de enxergar.

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