A influência digital deixou há algum tempo de se resumir à publicidade. Hoje, criadores também administram audiência, constroem marcas pessoais, desenvolvem produtos e transformam presença digital em diferentes oportunidades de negócio. Foi a partir dessa perspectiva que Maitê Faitarone participou do Desert Women Summit Brasil, realizado no Marrocos.
No encontro, Maitê integrou o eixo de Empreendedorismo e apresentou sua visão sobre a evolução do trabalho de influenciadora. Para ela, o caminho passa por pensar a própria imagem como ativo, mas também por desenvolver projetos que extrapolem campanhas pontuais.
Um dos exemplos apresentados foi a coleção de capinhas criada em parceria com a Teeva. Nesse caso, sua participação não ficou restrita à divulgação. Maitê acompanhou a construção da coleção ao lado da marca, do conceito ao resultado final.
Da publicidade para um ecossistema de negócios
A experiência acompanha uma mudança mais ampla no mercado de influência. Se antes a publicidade concentrava boa parte das oportunidades, hoje ela divide espaço com produtos próprios, colaborações, propriedade intelectual, comunidades e novas fontes de receita.
Nesse processo, a marca pessoal passa a funcionar como ponto de partida para diferentes iniciativas. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de selecionar parceiros, preservar identidade e transformar visibilidade em projetos de longo prazo.
Foi justamente essa discussão que Maitê levou para o painel “Estamos ensinando mulheres a empreender ou a construir riqueza?”. A conversa também contou com Simone Sancho, Sophia Martins, Karina Sato e Talita Cruz.
O debate propôs olhar para o empreendedorismo além da abertura de uma empresa. Assim, entrou em pauta a capacidade de gerar valor, construir patrimônio e estruturar negócios com continuidade.
“Hoje, ser influenciadora vai muito além de fazer publicidade. A nossa imagem e a nossa comunidade também são uma marca e, a partir delas, podemos criar produtos, desenvolver negócios, gerar oportunidades e movimentar outras pessoas e empresas. Para mim, empreender também é entender a responsabilidade que vem com essa visibilidade e pensar em como transformá-la em algo que gere valor e impacto para além de mim. É sobre construir algo que tenha propósito, que possa crescer e que deixe um legado.”
Realizado no Marrocos, o Desert Women Summit Brasil reuniu lideranças femininas brasileiras em torno de temas como negócios, economia, saúde, políticas públicas, longevidade, comportamento e impacto.