
Durante muito tempo, o bem-estar esteve associado a uma ideia essencialmente individual: treinar sozinho, meditar em silêncio, seguir uma rotina própria. Aos poucos, porém, essa lógica começa a mudar. O cuidado com corpo e mente ganha dimensão coletiva, enquanto experiências em grupo passam a ocupar espaço na agenda de marcas, hotéis e comunidades ligadas ao wellness.
O movimento acompanha a expansão do próprio setor. Segundo o Global Wellness Institute, a economia global do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, com as experiências sociais e comunitárias ganhando relevância diante da busca por mais conexão humana.
Foi a partir desse cenário que o 5AM Club, criado por Amélia Whitaker e Olivia Bolonha, reuniu convidadas no último domingo, no Grand Hyatt São Paulo, para uma manhã construída em torno dessa nova leitura do autocuidado.
Bem-estar vivido em grupo
A programação começou com uma prática de kundalini yoga com Isabeli Fontana e seguiu por diferentes experiências. Entre elas estavam Watsu na piscina aquecida, sauna, massagem no Amanary Spa, numerologia, leitura de aura, astrologia e Facebar.
Mais do que concentrar atividades em um mesmo espaço, a proposta estava em compartilhar o ritual. O próprio nome do movimento faz referência ao hábito de começar o dia com intenção, mas o encontro coloca outro elemento no centro: a possibilidade de transformar o cuidado pessoal em experiência coletiva.
O formato também acompanha uma mudança na maneira como marcas se aproximam desse universo. Em vez de grandes ativações, cresce o interesse por encontros menores e direcionados a comunidades específicas. O C6 Bank, por exemplo, esteve ligado à experiência, que também contou com apoio de Hope Resort e Ziel Natural Cosmetics.
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A comunidade entra na equação do wellness
Relatórios da McKinsey já apontam para o interesse crescente por propostas que combinam saúde física, equilíbrio mental e relações sociais. Assim, o wellness deixa de ser percebido apenas como uma sequência de práticas individuais e passa a incorporar também pertencimento e convivência.
Para as marcas, essa transformação muda igualmente a forma de participar. Mais do que associar um nome a uma atividade, a estratégia passa por se inserir em momentos que façam sentido dentro da rotina e dos interesses de uma determinada comunidade.
O encontro promovido pelo 5AM Club traduz parte desse movimento. Entre yoga, terapias e conversas, o bem-estar aparece menos como uma pausa isolada e mais como um hábito que pode ganhar outra dimensão quando compartilhado.
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