Há lugares que a gente visita. E tem lugares que a gente sente

Foto Divulgação

O Hotel Fazenda Morros Verdes, em Ibiúna, é um desses espaços que operam em outro ritmo, como se o tempo ali obedecesse a uma lógica própria, mais gentil, mais silenciosa e mais humana. Esse contexto ajuda a explicar por que o hotel começa a se consolidar como um dos destinos observados quando o assunto é wellness no Brasil.

Mas não se trata de wellness como tendência estética. Trata-se de um movimento mais amplo, alinhado ao que já vem acontecendo fora do país, em que destinos passam a assumir um papel estruturado dentro da jornada de bem-estar.

Da Califórnia a Ibiza, passando pela Costa Rica, hotéis e refúgios vêm se posicionando como plataformas de transformação, com agenda fixa de retiros, curadoria consistente e experiências que ultrapassam a ideia de descanso. Nesse cenário, o valor percebido se desloca para aspectos como sono, respiração e reconexão.

O Morros Verdes passa a dialogar com esse movimento ao estruturar de forma mais clara aquilo que já fazia parte de sua vocação. O que antes era percebido como um acolhimento intuitivo agora se organiza em uma agenda contínua de retiros, sustentada por uma curadoria de bem-estar alinhada ao momento atual.

Esse direcionamento envolve também quem conduz essa programação. A curadoria dos retiros leva a assinatura do 5AM Wellness Club, projeto criado por Amélia Whitaker e Olivia Bolonha, que trabalham uma abordagem de bem-estar baseada em troca, presença e construção de comunidade.

Olivia Bolonha e Amélia Whitaker

A proposta parte do entendimento de que o cuidado deixa de ser um processo isolado e passa a ganhar força no coletivo, criando um ambiente em que a experiência individual é potencializada pelo encontro. Nesse contexto, o 5AM atua como estruturador dessa agenda dentro do Morros Verdes, conectando método, intenção e ambiente.

A natureza segue como elemento central, com Mata Atlântica preservada, rios, cachoeiras, silêncio e amplitude, enquanto a curadoria organiza uma sequência de experiências que orientam a vivência de quem chega.

Entre os destaques dessa programação estão as próximas edições do Insidelic Experience, conduzidas pelo psiquiatra e neurocientista Diogo Lara, previstas para acontecer entre março e maio.

Com grupos reduzidos e uma metodologia estruturada, o retiro propõe uma imersão em processos emocionais e estados ampliados de consciência, conduzida por estímulos sonoros, silêncio e práticas de presença, com foco em reorganização interna.

Esse movimento posiciona o Morros Verdes dentro de uma mudança mais ampla, em que o bem-estar passa a ser incorporado como parte do cotidiano, e não como uma pausa pontual. Nesse contexto, o espaço passa a ocupar um lugar definido dentro desse novo comportamento.

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