10 fatos que revelam as muitas camadas da trajetória de Cris Vianna

Com uma trajetória marcada por diversos trabalhos na TV, no teatro, no cinema e no streaming — além de reconhecida por seu talento, versatilidade e representatividade — Cris Vianna construiu um caminho sólido no audiovisual e na cultura brasileira.

“Minha trajetória é feita de muitas camadas, da menina de Interlagos à mulher que hoje honra suas raízes em cada passo. Tudo o que construí até agora carrega minha história, minha ancestralidade e a força de quem veio antes de mim”, afirma a atriz.

Mas, por trás dos holofotes, existem histórias e detalhes que ajudam a entender essa caminhada. Confira:

1. Raízes paulistanas

Cris nasceu e cresceu em São Paulo, no bairro de Interlagos — uma origem que ela carrega com orgulho.

2. Influência familiar no esporte

O esporte também faz parte da sua história: seu pai foi jogador de futebol quando ela ainda era bebê.

3. Carreira internacional como modelo

Cris iniciou sua trajetória como modelo e desfilou em países da Europa, América e Oceania, uma experiência que ampliou sua visão de mundo desde cedo e fortaleceu sua ligação com a moda.

“A moda sempre foi uma porta de entrada para o mundo e para o autoconhecimento. Comecei muito jovem e, desde então, ela se tornou uma forma de expressar quem eu sou, minhas raízes e minha identidade”, conta.

4. Começou na música

Antes da atuação, Cris integrou o grupo musical Black Voices, onde permaneceu como cantora por três anos — uma fase importante de descoberta artística.

5. Primeiro passo como atriz foi no cinema

Seu primeiro trabalho como atriz foi no cinema, no filme “Jogo Subterrâneo”, dirigido por Roberto Gervitz, quando ainda estava se formando em São Paulo. Após essa experiência, fez testes para ingressar na Oficina de Atores da TV Globo. Para conquistar um papel em “América”, sua primeira novela na TV, Cris passou por quatro testes.

“O ponto de virada na minha carreira foi na novela ‘Sinhá Moça’, um momento muito especial que abriu muitas portas. Em seguida, veio o filme ‘A Última Parada 174’, dirigido por Bruno Barreto, trabalho que me rendeu prêmios como melhor atriz. De lá pra cá, fui construindo minha caminhada com muita dedicação, passando por diferentes linguagens”, diz.

6. Personagens marcantes

Ao longo da carreira, Cris deu vida a mulheres potentes e diversas, como Marisa, do filme “A Última Parada 174”, Dagmar, da novela Fina Estampa, Marta, da série “A História Delas”, e Julinha, da novela “Império”.

A mais recente, Maíra, da série “Arcanjo Renegado”, do Globoplay, se destaca por seu simbolismo: uma mulher que chega à presidência da Alerj — cargo que, fora da ficção, nunca foi ocupado por uma pessoa negra — refletindo força, competência e determinação.

“Tive o privilégio de interpretar mulheres muito fortes, cada uma com sua história, suas dores e potências. Dar vida a essas personagens é também uma forma de dar voz a tantas mulheres reais que inspiram, resistem e transformam todos os dias”, afirma.

7. Referências potentes

Suas inspirações passam pela família — seus avós, Cristina e Vianna, sua mãe, Darci, além das tias maternas e paternas — e por grandes nomes da cultura negra, como Zezé Motta, Ruth de Souza, Chica Xavier, Léa Garcia, Viola Davis, Oprah Winfrey e Michelle Obama.

Na música, cita referências como Beyoncé, Elza Soares, Nina Simone, Alcione, Whitney Houston, Aretha Franklin, Ivone Lara, Mano Brown e Emicida, além da escritora Djamila Ribeiro e do diretor Spike Lee.

8. Destaque na TV como cantora

Ela participou do The Masked Singer Brasil, da Globo, e conquistou o 3º lugar interpretando a personagem Arara.

“Participar do programa foi uma experiência importante. Estar ali me reconectou com a música”, conta.

9. Empreendedora na moda e no design

Em 2025, Cris lançou sua primeira coleção cápsula de joias, “Raiz Dourada”, em parceria com a designer Léia Sgro — um tributo à ancestralidade e à força das gerações.

As peças incluem beija-mão, pulseira, pingente, colar, brinco e anel, combinando metais nobres como prata e ouro a pedras como ametista, citrino, esmeralda, brilhante, jade, cristal fumê, quartzo bombardeado, ágata verde e topázio.

10. Uma carreira consolidada e premiada

Cris soma trabalhos de destaque e premiações. Seu papel na série “Arcanjo Renegado” lhe rendeu o Prêmio Dandara, em 2025, concedido pela Alerj.

Além disso, ao longo da trajetória, recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Contigo! de Cinema Nacional (2009) e o Troféu Raça Negra.

 

Foto: Felipe Costa
Styling: Naná Reis

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