Luisa Bresser vive fase de transição e amplia sua atuação para além dos palcos

Luisa Bresser não espera oportunidades surgirem — ela se prepara para elas. Aos 19 anos, a atriz que ganhou projeção ao interpretar Helena em Poliana Moça (SBT) e conquistou o público como Nessarose no musical Wicked atravessa um momento de transformação em sua carreira. Enquanto segue em cartaz com Shrek – O Musical, a artista também investe na formação acadêmica e aprofunda seu interesse pelos bastidores da produção audiovisual.

Estudante de Cinema na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Luisa tem direcionado sua trajetória para uma atuação cada vez mais ampla no setor. O movimento revela não apenas o desejo de atuar, mas também de compreender os processos criativos e técnicos que sustentam a indústria do entretenimento.

A disciplina como base da formação artística

Na atual temporada de Shrek – O Musical, Luisa assume funções que exigem preparo constante. Integrante do ensemble e cover da protagonista Fiona, ela vive a rotina de estar pronta para entrar em cena a qualquer momento — um exercício que, segundo a própria artista, contribui diretamente para seu amadurecimento profissional.

“É um momento de autodescoberta. Você precisa estar pronta para assumir o protagonismo a qualquer momento, muitas vezes sem ter passado a cena no palco”, afirma.

Para ela, a experiência representa um passo importante na construção de uma carreira sólida. Mais do que visibilidade, o foco está no desenvolvimento técnico, na disciplina e na capacidade de adaptação — habilidades consideradas essenciais no universo do teatro musical.

Influência entre jovens e diálogo com a nova geração

Além dos palcos, Luisa também se conecta com o público por meio das redes sociais, onde compartilha experiências, desafios e aprendizados sobre a profissão artística. A postura transparente e didática tem aproximado a atriz de jovens que enxergam na arte uma possibilidade de carreira.

“Busco impactar a vida de meninas que têm muitos sonhos, mostrando caminhos em um meio que ainda precisa de visibilidade”, diz.

A artista costuma dividir conteúdos que vão dos bastidores de ensaios a reflexões sobre o mercado cultural. Parte dessa visão foi fortalecida durante um curso intensivo na American Musical and Dramatic Academy (AMDA), em Nova York, experiência que ampliou sua perspectiva sobre o trabalho artístico e a importância da experimentação.

Um olhar voltado para o audiovisual

Se no palco Luisa constrói personagens e narrativas, fora dele seu interesse se volta cada vez mais para o cinema. A jovem acompanha de perto a produção audiovisual brasileira e demonstra atenção às transformações do setor, especialmente ao crescimento da visibilidade internacional do cinema nacional.

Segundo ela, histórias com forte impacto social e cultural despertam interesse especial. Entre as narrativas que imagina adaptadas para o teatro, cita produções emblemáticas do cinema brasileiro, como Carandiru e Bacurau, obras que, em sua avaliação, possuem potência dramática e relevância histórica.

O objetivo, no longo prazo, é integrar diferentes linguagens e atuar também nos bastidores da criação. Para Luisa, compreender o funcionamento do set, da produção e da direção é parte fundamental da construção de uma carreira consistente no audiovisual.

 

Fotos: Cleber de Souza Correa

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