
Na última semana, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand abriu suas portas para uma noite que antecipou uma nova fase da programação dedicada às Histórias latino-americanas. A pré-abertura reuniu convidados, artistas e profissionais do circuito cultural para apresentar três exposições que passam a ocupar diferentes espaços do museu: Sandra Gamarra Heshiki: réplica, La Chola Poblete: Pop andino e Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo.
As três mostras compartilham um mesmo eixo: revisitar narrativas da arte e da cultura latino-americana a partir de novas perspectivas. Cada exposição, à sua maneira, aborda temas como memória, identidade e território, ampliando o olhar sobre a produção contemporânea da região.
A exposição de Sandra Gamarra Heshiki apresenta uma retrospectiva que atravessa mais de duas décadas de trabalho da artista peruana. Em pinturas, instalações e vídeos, ela questiona os modos como museus organizam e legitimam a história da arte, propondo uma leitura crítica das narrativas institucionais.
Já La Chola Poblete traz ao MASP sua primeira individual no Brasil. A artista argentina mistura referências da arte pop, da música, da moda e da tradição andina para discutir identidade chola, gênero e os efeitos persistentes do colonialismo na América Latina.
O terceiro núcleo da noite apresenta o trabalho de Claudia Alarcón em colaboração com Silät, coletivo formado por mulheres do povo Wichí. As obras têxteis exibidas partem de técnicas ancestrais e transformam o ato de tecer em linguagem artística contemporânea, conectando memória cultural, território e experiência coletiva.
GLMRM mostra alguns cliques:
Com abertura ao público a partir de 6 de março, as três exposições reforçam o papel do MASP como um espaço de diálogo entre diferentes histórias da arte latino-americana — um campo plural que continua a se expandir dentro e fora do museu.
Fotos: Ali Karakas e Gustavo Scatena
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