Um grupo de artistas e representantes da sociedade civil tornou pública uma carta direcionada ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e ao vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, pedindo medidas mais efetivas para enfrentar o déficit de arborização na capital fluminense. O manifesto, chamado Por um Rio Mais Verde, reúne personalidades de diferentes áreas e propõe maior rigor e transparência nas políticas ambientais relacionadas a novos empreendimentos urbanos.
Entre os signatários estão nomes de destaque da cultura brasileira como Xuxa, Anitta, Ney Matogrosso e Fernanda Montenegro. O documento também conta com a adesão de músicos como Marisa Monte e Maria Bethânia, além de atores, diretores, pesquisadores e ambientalistas.
No texto, os participantes apontam que o Rio enfrenta a falta de mais de um milhão de árvores, cenário que agrava os efeitos das mudanças climáticas. Segundo o grupo, a redução da cobertura vegetal contribui para o aumento das temperaturas, intensifica a formação de ilhas de calor e compromete a qualidade do ar em diferentes regiões da cidade.
A carta afirma ainda que o desequilíbrio ambiental impacta diretamente a saúde pública e o bem-estar da população, além de favorecer a proliferação de doenças transmitidas por mosquitos. Para os signatários, a ausência de planejamento adequado na compensação ambiental de novos projetos urbanos amplia os problemas já existentes.
O manifesto apresenta uma série de reivindicações. Entre elas estão a exigência de Relatórios de Impacto de Vizinhança, o fortalecimento dos órgãos ambientais no processo de licenciamento, a divulgação transparente de dados sobre arborização e a definição de metas concretas para reduzir o déficit arbóreo.
Além de artistas da música e do audiovisual, o documento reúne especialistas como o climatologista Carlos Nobre e o biólogo Mario Moscatelli, além de representantes de organizações socioambientais. O grupo ressalta que a mobilização não tem vínculo partidário e busca estimular um debate técnico e público sobre o futuro ambiental da cidade.
A iniciativa reforça a pressão de setores da sociedade por políticas urbanas que conciliem desenvolvimento e preservação, em um momento em que eventos extremos e ondas de calor têm se tornado mais frequentes na capital fluminense.
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