Em cartaz em São Paulo, o ator Vittor Fernando atravessa um novo momento profissional ao protagonizar a comédia Qualquer Gato Vira-Lata Tem uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!, texto consagrado de Juca de Oliveira que segue conquistando o público com humor afiado e observações atuais sobre relacionamentos. A montagem reafirma a força do espetáculo nos palcos e marca uma etapa de consolidação na trajetória do artista.
Com carreira que transita entre teatro, audiovisual e internet, Vittor construiu um percurso versátil nas artes cênicas. Formado em atuação e dança clássica, ele acumula experiências em musicais, séries e cinema, além de reunir cerca de 17 milhões de seguidores nas redes sociais, onde compartilha bastidores da profissão e conteúdos que dialogam com diferentes públicos.
Agora, ao assumir um dos papéis centrais de uma obra tão conhecida, o ator celebra o contato direto com a plateia — espaço que considera essencial em sua formação. Em conversa com o Glamurama, Vittor fala sobre a recepção do público, o papel do humor na abordagem de temas sensíveis e os novos projetos que começam a ganhar forma, incluindo iniciativas no cinema.
Como está sendo a recepção do público com a peça?
A recepção do público tem sido maravilhosa com essa nova releitura da obra do genial Juca de Oliveira. Estamos em cartaz até o final de maio e temos recebido muitos comentários positivos após as apresentações, inclusive nas redes sociais. O público destaca o quanto riu e se divertiu durante o espetáculo, além de demonstrar grande expectativa para assistir à peça. É extremamente gratificante ver o resultado do nosso trabalho sendo tão bem recebido e perceber essa conexão tão direta com a plateia.
Como o humor da peça ajuda a abordar questões mais profundas sobre relacionamentos?
De forma leve e acessível, o humor permite que a peça aborde temas profundos sem se tornar pesada, sabe? A personagem Tati, interpretada pela Duda Reis, passa por um processo de autodescoberta ao longo da história. Em meio a esse triângulo amoroso, ela começa a entender melhor o que gosta, o que não aceita e o que busca em um relacionamento, tudo isso sem cair em uma abordagem tóxica. Já o meu personagem, Marcelo, é o clássico “hetero top” bobão, um homem que não amadureceu completamente, que quer ser tratado como criança e acredita que pode fazer o que quiser sem se preocupar com as consequências.
A comédia ajuda justamente nisso, fazendo o público rir enquanto se reconhece em situações reais, refletindo sobre dependência emocional, amadurecimento afetivo e machismo também. Acredito que tanto homens quanto mulheres conseguem se identificar com a história e sentir que em algum momento já viveram algo parecido.
Além da peça você adquiriu os direitos do livro “Os 3 desejos de Eugênio”, como está a preparação para o filme?
Antes de tudo, eu convido o público a ler o livro Os 3 desejos de Eugênio, do Vitor Martins, porque tenho certeza de que vão se apaixonar pela história, assim como eu me apaixonei. Não foi à toa que adquiri os direitos para levá-la ao cinema (risos). Estamos em fase inicial de desenvolvimento, também atuo como produtor e protagonista, mas já posso adiantar que será um projeto muito especial. O ator Gabriel Fuentes, que também é meu namorado, vai interpretar um dos interesses românticos do Eugênio, personagem que eu vou viver. Tenho certeza de que será um filme com um elenco muito bacana e uma história que vai emocionar, fazer rir e envolver o público.
O que esse momento representa na sua carreira?
É um momento de muita realização. Poder protagonizar um clássico no teatro e, ao mesmo tempo, desenvolver novos projetos no audiovisual, com muitas novidades a caminho, me faz sentir que estou no caminho certo e fazendo o que eu amo. Também estou envolvido em outros trabalhos, como o filme Entrelaçados, em que interpreto o personagem Rafa, e a novela vertical Icônica, um novo formato que promete ganhar cada vez mais espaço no entretenimento. Tudo isso me deixa muito feliz por contribuir para a construção ainda mais sólida dentro da arte.
Fotos: Bientic