Simões de Assis leva à SP-Arte 2026 um recorte que conecta diferentes tempos e linguagens da arte

Zéh Palito, We crossed the Cais do Valongo, 2026

Para a SP-Arte 2026, a Simões de Assis apresenta um estande que traduz o espírito de seu programa artístico ao reunir produções modernas e contemporâneas em um mesmo espaço. A proposta parte de uma ideia central — a materialidade — e, a partir dela, constrói um diálogo entre diferentes suportes, pesquisas e momentos da história da arte.

Logo na entrada, a seleção evidencia um olhar atento para a convivência entre tradição e experimentação. Pintura, escultura, fotografia, cerâmica e têxteis aparecem em uma composição que valoriza a diversidade de linguagens. Assim, o visitante percorre um conjunto de obras que reflete a amplitude do repertório da galeria e sua atuação consistente no circuito nacional e internacional.

Um dos destaques do estande é a apresentação, pela primeira vez no Brasil, de uma obra da artista norte-americana Mary Weatherford. Reconhecida por sua investigação sobre cor, luz e espaço, a artista incorpora elementos como tubos de neon em suas pinturas, criando trabalhos que transitam entre a pintura e a escultura. Sua presença reforça o caráter internacional da seleção e amplia as conexões entre diferentes contextos artísticos.

Ao mesmo tempo, o estande reúne artistas que vêm ganhando visibilidade em exposições recentes ao redor do mundo. Entre eles está Ayrson Heráclito, que integra a mostra principal da próxima Bienal de Veneza. Já Flávio Cerqueira apresenta uma escultura inédita após a circulação de sua exposição por instituições culturais brasileiras. O artista francês Jean-Michel Othoniel, conhecido por suas esculturas em vidro soprado, também marca presença na seleção, reforçando o diálogo entre forma, matéria e percepção.

Outros nomes contribuem para ampliar essa leitura contemporânea. Thalita Hamaoui apresenta trabalhos em paralelo à sua exposição individual em São Paulo, enquanto Gabriel de la Mora segue em circulação com projetos recentes em museus do México e do Brasil. Já artistas como Carlos Cruz-Diez e Zéh Palito representam diferentes momentos e trajetórias da arte latino-americana, criando uma ponte entre passado e presente.

Com esse conjunto, a Simões de Assis propõe mais do que uma apresentação de obras. O estande se configura como um espaço de encontro entre gerações, técnicas e narrativas visuais. Dessa forma, reafirma o papel da galeria como agente ativo na construção de um diálogo contínuo entre a história da arte e as investigações contemporâneas.

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