Com apenas 28 anos e uma trajetória teatral que parece não desacelerar, o mineiro Vitor Rocha já acumula 30 indicações a prêmios e desponta como um dos nomes mais vibrantes da cena atual. Em 2019, entrou para a lista Forbes Under 30 e, agora, acaba de levar o Prêmio Bibi Ferreira de dramaturgia pelo musical João, criado em parceria com Marco França. E quem acha que isso basta por enquanto se engana: os próximos meses serão de estreias importantes.
A primeira delas é o filme musical original Nesta Data Querida, escrito e estrelado pelo próprio Vitor e dirigido por André Leão. O longa fez sua estreia na 33ª edição do Festival Mix Brasil e deve chegar ao Telecine em breve.
Na sequência, vem uma das novidades mais aguardadas: a adaptação teatral de Dona Flor e Seus Dois Maridos, com direção de Sérgio Modena, celebrando os 40 anos da Morente Forte. A montagem inspirada no clássico de Jorge Amado estreia em 2026.
Dois trabalhos queridos do público também voltam aos palcos. Donatello — peça sensível sobre memória, envelhecimento e os impactos do Alzheimer — ganha nova temporada no Rio de Janeiro, de 17 de novembro a 3 de dezembro de 2025. Já Mágico Di Ó, releitura nordestina de O Mágico de Oz, retorna a São Paulo no ano que vem.
Quem é Vitor Rocha?
Ator, diretor, dublador, dramaturgo e produtor, Vitor começou cedo no teatro e não parou mais. Ele escreveu, atuou e dirigiu Cargas D’Água – Um Musical de Bolso, espetáculo que rendeu montagens em Londres (Off-West End) e Nova York (Off-Off-Broadway), além de inaugurar sua história com o Prêmio Bibi Ferreira, quando se tornou o primeiro autor a vencer na categoria revelação.
Seu musical Se Essa Lua Fosse Minha também chamou atenção, garantindo indicações a prêmios como APTR e Bibi Ferreira — e a vitória na categoria melhor letra e música, dividida com Elton Towersey. Outros trabalhos, como Bom Dia Sem Companhia (dir. Alonso Barros) e Mundaréu de Mim (dir. Duda Maia), renderam-lhe o Prêmio Destaque Imprensa pelo roteiro original.
Mais recentemente, assinou Petshop, o Musicão, uma comédia musical, e Todo Chapéu Me Lembra de Você, história que mistura mistério e romance através do tempo, da qual também é diretor.
Fora dos palcos, sua escrita já virou livro, com reconhecimento de grandes prêmios literários. O Mágico Di Ó, inclusive, foi selecionado para o Plano Nacional do Livro Didático e hoje faz parte de bibliotecas escolares por todo o país.
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