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Foto: Divulgação/Tainá Salomão

O bairro da Saúde, na região central do Rio de Janeiro, ganhou nesta semana um novo espaço cultural dedicado à memória e à valorização da população negra: a Biblioteca Maju Coutinho. A inauguração ocorreu no dia 25 de julho, data que marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, também conhecido como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, e foi resultado de uma parceria entre o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e a organização Favelivro.

A escolha do nome da jornalista para batizar o espaço buscou reconhecer sua relevância como uma das principais referências do telejornalismo brasileiro, além de reforçar o protagonismo de mulheres negras em posições de destaque. Durante a cerimônia, Maju não escondeu a emoção em diversos momentos, acompanhada por seus pais, João Raimundo Coutinho e Zilma Coutinho, e por seu marido, Agostinho Paulo Moura. A apresentadora Thelminha Assis também esteve presente para prestigiar a homenagem, destacando a admiração e o carinho que mantém pela colega de profissão.

Em seu discurso, Maju fez questão de contextualizar sua trajetória dentro de uma história coletiva, mencionando a filósofa Angela Davis para reforçar que suas conquistas pessoais são reflexo de um caminho pavimentado por outras mulheres negras que vieram antes dela.

A doutora Mariana Gino, diretora executiva adjunta do CEAP, também discursou no evento e ressaltou o significado simbólico da data escolhida para a inauguração. Segundo ela, a homenagem dialoga diretamente com a missão histórica da instituição, que atua há mais de quatro décadas com foco em educação e cultura como ferramentas de transformação social. Gino ainda destacou que a proposta apresentada pela Favelivro, somada à escolha da própria Maju pela data simbólica, reforçou a importância de colocar mulheres negras no centro da celebração.

A nova biblioteca surge como fruto de uma articulação que envolveu, além do CEAP e da Favelivro, o apoio da Rede de Professores Antirracistas, do projeto Contém Amor, do Coletivo Maitê Ferreira e da iniciativa Rio Memórias. O espaço tem como proposta funcionar de forma permanente, oferecendo à comunidade local acesso à leitura, atividades de pesquisa, formação e encontros culturais voltados à valorização da memória e da cultura negra.

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