A repercussão da blefaroplastia a laser de CO₂ realizada pelo cantor Leonardo, aos 62 anos, reacendeu discussões sobre os diferentes métodos usados para o rejuvenescimento da região dos olhos. Embora o uso do laser seja frequentemente associado a procedimentos mais modernos e menos invasivos, especialistas ressaltam que a técnica não é indicada para todos os perfis e não substitui, em muitos casos, a cirurgia convencional.
A blefaroplastia está entre as cirurgias estéticas mais realizadas no mundo e tem ganhado adesão crescente do público masculino, especialmente a partir dos 40 anos. A procura costuma estar ligada ao incômodo com flacidez, excesso de pele e bolsas na região das pálpebras, fatores que variam bastante de paciente para paciente.
Segundo a cirurgiã plástica Chreichi L. Oliveira, a escolha do método deve ser individualizada e baseada principalmente no grau de flacidez e na quantidade de pele excedente. De acordo com ela, o laser de CO₂ tem indicações específicas e resultados mais limitados quando comparado à técnica cirúrgica tradicional.
O procedimento a laser atua por meio do calor, promovendo retração da pele e estímulo à produção de colágeno. Por isso, costuma ser recomendado para casos leves, alterações iniciais ou como complemento a outros tratamentos estéticos. No entanto, o método não remove o excesso de pele, o que restringe sua eficácia em situações mais avançadas.
Quando há flacidez significativa, a blefaroplastia com incisão segue como a opção mais eficaz. A técnica permite a retirada precisa da pele excedente e o reposicionamento ou a remoção das bolsas de gordura, com incisões discretas feitas em áreas estratégicas, como o sulco natural da pálpebra superior ou próximo aos cílios inferiores.
Além da possibilidade de correção mais completa, a cirurgia convencional oferece maior previsibilidade de resultado. Quando realizada por um profissional habilitado, a recuperação tende a ser tranquila e as cicatrizes costumam se tornar pouco perceptíveis com o tempo.
Para a especialista, o principal equívoco é tratar o laser como solução universal. Embora possa ser um aliado em determinados casos, ele não substitui a cirurgia tradicional quando o objetivo é um rejuvenescimento mais expressivo e duradouro. Situações como a do cantor Leonardo ajudam a ampliar o debate, mas também reforçam a importância de uma avaliação médica cuidadosa antes da escolha do procedimento.