A duquesa de Sussex, Meghan Markle, voltou a chamar atenção para os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes durante um evento realizado em Genebra, na Suíça. Em discurso voltado à segurança digital e à saúde mental, ela afirmou que plataformas online têm contribuído para ampliar a exposição de jovens a conteúdos considerados prejudiciais.
A fala aconteceu durante a inauguração de um memorial dedicado a adolescentes que morreram após situações relacionadas ao ambiente digital. Ao abordar o tema, Meghan destacou o papel dos algoritmos na disseminação de conteúdos capazes de impactar emocionalmente usuários mais jovens, muitas vezes de forma automática e contínua.
Segundo a duquesa, crianças e adolescentes estão inseridos em sistemas digitais estruturados para manter atenção constante e ampliar engajamento, independentemente dos efeitos emocionais provocados pelo consumo desse conteúdo. Ela argumentou que muitos jovens acabam sendo direcionados a temas ligados à distorção de imagem, transtornos alimentares, violência psicológica e pensamentos suicidas mesmo sem procurar diretamente por esse tipo de material.
Durante o discurso, Meghan mencionou exemplos de adolescentes que teriam passado a receber recomendações nocivas após buscas aparentemente comuns nas plataformas digitais. Para ela, os casos revelam uma dinâmica preocupante sobre o funcionamento das redes sociais e a capacidade dos algoritmos de aprofundar vulnerabilidades emocionais.
A ex-atriz também afirmou que o debate sobre segurança digital não pode ser tratado apenas como responsabilidade individual das famílias. Segundo Meghan, o tema deve ser encarado como uma questão de saúde pública e exige participação mais ativa das empresas de tecnologia, autoridades e organizações internacionais.
Ao defender medidas mais rígidas para proteção de menores na internet, a duquesa comparou o tema a outras políticas de segurança adotadas historicamente em áreas como saúde, transporte e proteção ao consumidor. Para ela, avanços tecnológicos não podem ocorrer sem mecanismos de prevenção e controle capazes de reduzir danos sociais.
Meghan ainda alertou para o crescimento da inteligência artificial e seu potencial de ampliar a circulação de conteúdos problemáticos em ambientes digitais. De acordo com ela, novas tecnologias podem acelerar práticas já consideradas nocivas, aumentando desafios relacionados à moderação e proteção de usuários vulneráveis.
Nos últimos anos, a discussão sobre os impactos das redes sociais na saúde mental de adolescentes ganhou espaço em governos, instituições de pesquisa e organizações internacionais. Estudos recentes apontam preocupação crescente com ansiedade, isolamento, distorção de autoimagem e dependência digital entre jovens usuários de plataformas online.