À frente de uma trajetória marcada pela expansão do brega para além de Pernambuco, Raphaela Santos vive uma nova fase da carreira. No último dia 7 de agosto, a cantora gravou, no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), em São Paulo, o projeto “Chama no Bregão 2”, dando continuidade à label que ganhou força a partir da primeira edição realizada em Recife.
Com 12 faixas, entre músicas inéditas e regravações de clássicos do gênero, o novo trabalho contou com participações de Guilherme & Benuto, Mariana Fagundes, Silvana & Berg e Manu Bahtidão. A escolha de São Paulo para a gravação também marca um movimento de ampliação do projeto e da presença do brega em outras regiões do país.
Em conversa com o GLMRM, Raphaela falou sobre o momento em que percebeu que sua música havia ultrapassado as fronteiras do gênero, a nova fase de “Chama no Bregão” e o legado que pretende construir sem perder a ligação com suas raízes.
Você começou no brega quando o gênero ainda buscava mais reconhecimento nacional. Qual foi o momento em que percebeu que sua música tinha conquistado o Brasil?
Eu percebi que tinha conquistado o Brasil quando deixei de cantar só para quem já me conhecia e comecei a encontrar pessoas que nunca tinham ido a um show de brega cantando minhas músicas. Ali eu entendi que não era mais só um sonho meu, era uma conexão com gente do país inteiro.
O projeto “Chama no Bregão” se tornou uma marca da sua carreira. O que essa nova edição revela sobre a fase artística que você vive hoje?
É um projeto que respeita a essência do brega, mas também mostra minha vontade de inovar, levar nossa música cada vez mais longe e continuar escrevendo uma história bonita dentro do gênero.
Depois de levar o brega pernambucano para novos públicos, que legado você quer construir na música e quais caminhos ainda sonha explorar?
Quero ser lembrada como uma artista que ajudou a abrir portas para o brega e mostrou que o nosso ritmo pode chegar a qualquer lugar. Ainda tenho muitos sonhos, como levar minha música para outros países, gravar com artistas de diferentes estilos e continuar evoluindo sem nunca perder minhas raízes.