Oscar Schmidt, símbolo do basquete brasileiro, morre aos 68 anos

Conhecido como 'Mão Santa' jogador marcou época na seleção brasileira (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O Brasil se despede de um dos maiores nomes de sua história esportiva. O ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após sofrer uma parada cardíaca em sua residência, em Santana de Parnaíba, no interior paulista. A informação foi confirmada pela família.

Conhecido como “Mão Santa”, apelido que sintetiza sua precisão nos arremessos, Oscar construiu uma trajetória que o transformou em símbolo do basquete nacional e referência internacional. Com uma carreira marcada por recordes e longevidade, ele se destacou tanto por clubes quanto pela seleção brasileira.

O ex-atleta foi socorrido e levado a uma unidade de saúde da região, mas não resistiu. A família informou que a despedida será reservada, em um momento íntimo, atendendo a um desejo pessoal do próprio ídolo.

Ao longo de mais de três décadas nas quadras, Oscar acumulou números impressionantes. Tornou-se o maior pontuador da história do basquete mundial, com quase 50 mil pontos, marca que o colocou em um patamar único no esporte. Pela seleção brasileira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e também lidera o ranking de cestinhas da história do torneio.

Entre seus feitos mais lembrados está a vitória histórica do Brasil sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, resultado que quebrou uma longa invencibilidade dos norte-americanos em casa e marcou uma geração.

No cenário internacional, brilhou especialmente no basquete europeu, onde atuou por anos e consolidou sua reputação como um dos maiores jogadores da modalidade. No Brasil, defendeu clubes tradicionais e manteve protagonismo até o fim da carreira, encerrada em 2003.

Fora das quadras, Oscar também ganhou destaque como palestrante, compartilhando experiências de superação e disciplina. Diagnosticado com um tumor cerebral em 2011, enfrentou anos de tratamento com resiliência e chegou a receber alta médica após mais de uma década de acompanhamento.

Casado desde o início dos anos 1980, deixa esposa, filhos e uma trajetória que ultrapassa o esporte. Seu nome permanece ligado não apenas aos recordes, mas à forma como ajudou a popularizar o basquete no país e inspirar novas gerações.

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