
Em um mercado em que desejo, emoção e significado caminham lado a lado, construir uma campanha de joias vai muito além de apresentar produtos. Para a Monte Carlo Joias, o storytelling se tornou uma ferramenta estratégica para criar conexões com o público e transformar cada peça em parte de uma história.
Às vésperas de completar 45 anos, a marca trabalha sua comunicação a partir de narrativas que aproximam a joalheria da vida real. Nesse olhar, cabem tanto as grandes celebrações quanto as conquistas individuais que também merecem ser reconhecidas.
É a partir dessa ideia que surge o Especial Diamantes, campanha estrelada por Giovanna Antonelli. A proposta amplia o significado de ter um diamante: mais do que um símbolo ligado a ocasiões extraordinárias, a joia pode marcar escolhas, realizações e diferentes momentos de uma trajetória pessoal.
Em entrevista, Michelle Piñeiro, Diretora de Marketing da Monte Carlo Joias, fala sobre a construção das campanhas da marca, o papel do storytelling, a escolha de Giovanna Antonelli e os novos significados que a joalheria busca atribuir ao desejo de ter o primeiro diamante.
A Monte Carlo está chegando aos 45 anos. Como essa trajetória influencia a maneira como a marca constrói suas campanhas e se comunica com diferentes gerações?
Chegar aos 45 anos é um marco muito especial porque nos permite olhar para a nossa história com orgulho, mas, principalmente, pensar sobre o futuro. São 45 anos celebrando quem escolhe brilhar, construindo uma história de proximidade com o consumidor e tornando o universo da joalheria cada vez mais acessível.
A Monte Carlo Joias é uma joalheria comercial, e isso faz parte da nossa essência. Somos “portas abertas”. Nossa missão é viabilizar o sonho dos nossos consumidores e fazer com que cada vez mais pessoas possam ter sua primeira joia, seu primeiro diamante e seus próprios símbolos de conquista.
Ao longo dessas décadas, estivemos presentes em diferentes momentos da vida dos nossos consumidores: celebrações, conquistas, relacionamentos e também momentos de realização pessoal. Joias são eternas, ultrapassam gerações e marcam momentos inesquecíveis.
Hoje, estamos presentes em todas as regiões do Brasil, com 50 lojas e uma unidade produtiva em Manaus. Isso nos permite estar próximos de diferentes públicos, entender diferentes momentos e mapear oportunidades de negócio. Essa capilaridade também expressa a nossa estratégia: queremos que o sonho da joia esteja ao alcance de todos.
Por isso, nossa comunicação parte da herança e da tradição desses 45 anos, mas fala com o presente. Queremos preservar o que nos trouxe até aqui e, ao mesmo tempo, construir uma marca relevante para as novas gerações.
Nosso DNA de 45 anos está em movimento. Buscamos inovar e criar um portfólio encantador, autoral e dinâmico, com joias autênticas para usar ou presentear, que abracem diferentes estilos e momentos. É essa combinação entre herança e renovação que nos permite conversar com diferentes gerações.
Em uma categoria em que o produto já carrega muito simbolismo, qual é o papel do storytelling para transformar uma joia em desejo e criar uma conexão mais emocional com o consumidor?
A joia já nasce carregada de significado. O papel do storytelling é justamente revelar esse significado e permitir que cada pessoa se reconheça naquela história. Queremos contar momentos reais que fazem parte da jornada dos nossos consumidores.
Para nós, storytelling é o que falamos em todos os pontos de contato com os consumidores. Não é apenas a história de uma campanha. É a construção de um posicionamento consistente e coerente ao longo de toda a jornada.
Quando falamos de uma joia, não estamos falando apenas de ouro, pedras preciosas ou design. Estamos falando de memória, identidade, relações, conquistas e momentos que queremos guardar para sempre.
O storytelling transforma o produto em narrativa. Assim, o consumidor deixa de enxergar apenas aquilo que está usando e passa a perceber o que aquela joia representa em sua vida.
Acreditamos que as coisas boas e belas merecem ser celebradas, e isso está refletido em tudo o que fazemos: na comunicação, na atitude, no nosso jeito de ser e de falar e também no atendimento.
Na Monte Carlo, celebramos momentos inesquecíveis com luxo e design. Porém, acreditamos também que o luxo está em transformar momentos cotidianos em experiências extraordinárias. É isso que buscamos contar por meio do nosso storytelling.
O Especial Diamantes parte de uma ideia muito forte: o diamante como extensão da personalidade e da história de quem o usa. Como essa narrativa foi construída e o que a marca queria provocar no público com a campanha?
O ponto de partida foi justamente ampliar o olhar sobre o diamante. Historicamente, ele esteve muito associado a símbolos tradicionais, como grandes celebrações, noivados e outros momentos inesquecíveis.
Queríamos mostrar que existe outra dimensão igualmente poderosa: o diamante como expressão de quem somos e das conquistas que construímos todos os dias. Afinal, tudo merece ser celebrado e, assim, pode se transformar em algo extraordinário.
A campanha parte da ideia de que cada pessoa tem uma história, uma personalidade e uma maneira própria de brilhar. O diamante entra nessa narrativa como uma extensão dessa identidade. Uma joia para diferentes ocasiões.
Existimos para celebrar quem escolhe brilhar, e o Especial Diamantes traduz muito dessa essência. Mais do que apresentar uma coleção, queríamos provocar identificação e desejo, mas também proximidade.
Queremos fazer com que as pessoas pensem: “Qual é a história que eu quero marcar?” ou “Qual conquista da minha vida merece ser celebrada?”.
O diamante deixa de ser apenas símbolo de uma ocasião e passa a representar também a própria trajetória.
A campanha traz Giovanna Antonelli como rosto desse momento. O que a escolha da atriz representa para a narrativa da Monte Carlo e quais atributos dela dialogam com o posicionamento que a marca quer construir?
A Giovanna traduz muito bem esse momento da Monte Carlo Joias porque tem uma trajetória construída com autenticidade, personalidade, leveza e carisma. É uma mulher que atravessa diferentes fases da vida sem perder sua identidade e seu humor, e isso conversa diretamente com a narrativa que estamos construindo.
Ela tem força, elegância e uma presença muito reconhecida pelo público, mas também transmite proximidade e verdade. São atributos importantes para uma marca que quer falar de luxo de maneira contemporânea, próxima e desejável.
Existe uma mulher muito forte no centro da nossa estratégia. Ela gosta de beleza, acompanha tendências, grandes marcas e influenciadoras, mas não abre mão do próprio estilo. Gosta de se vestir bem, caprichar no visual e usar a moda como forma de expressão.
É uma mulher que sabe o que quer e, quando encontra algo especial, não sossega até conseguir. Ela ama ganhar e dar presentes, gosta de tornar os momentos inesquecíveis e entende que tudo fica melhor com mais brilho e mais cor.
A Giovanna personifica justamente essa mulher que não pede licença nem aprovação para ser quem é. Ela é livre para brilhar.
A campanha também apresenta o conceito de “primeiro diamante”, aproximando esse universo de pessoas que talvez ainda não tenham vivido essa experiência. Como tornar um símbolo tão tradicional mais acessível e conectado às conquistas individuais de cada consumidor?
Essa é uma ideia muito importante para nós porque está diretamente conectada à nossa missão. Como joalheria comercial, queremos viabilizar o sonho dos nossos consumidores e fazer com que todos possam ter seu primeiro diamante.
Acreditamos que o primeiro diamante não precisa estar necessariamente ligado a uma ocasião tradicional. Ele pode representar uma conquista profissional, a independência, uma mudança de vida, um sonho realizado ou simplesmente um momento em que a pessoa decide se presentear.
Tornar o diamante mais próximo não significa diminuir seu valor ou sua exclusividade. Significa ampliar os significados que ele pode ter e mostrar que existe espaço para cada pessoa construir a própria relação com essa joia.
Isso também está conectado à nossa visão de produto: aqui, lugar de joia é fora da caixa. Nossas joias foram feitas para serem usadas.
Temos um portfólio que vai do dia a dia às celebrações mais importantes, porque acreditamos que não é preciso esperar uma ocasião especial para usar uma joia. Com a escolha certa e um visual à altura, todo dia pode ser extraordinário.
O primeiro diamante pode ser justamente o primeiro capítulo de uma história maior: uma conquista que merece ser reconhecida, celebrada e vivida.
Hoje, marcas de luxo e joalheria precisam construir muito mais do que campanhas bonitas: precisam criar universos e histórias capazes de gerar identificação. Como a Monte Carlo equilibra desejo, tradição e contemporaneidade em sua estratégia de comunicação?
Esse equilíbrio é um dos grandes desafios e também uma das maiores oportunidades para a Monte Carlo Joias.
Temos 45 anos de história e uma enorme responsabilidade em preservar aquilo que construímos. No entanto, não queremos que tradição seja sinônimo de distância ou de algo estático.
Somos uma joalheria comercial. Portanto, nosso desafio é unir desejo e acessibilidade, tradição e inovação, além de luxo e proximidade.
Temos um portfólio encantador, que traduz o nosso DNA de 45 anos e o nosso autoral em movimento. Com dinamismo, criamos produtos autênticos para usar ou presentear. São joias que abraçam diferentes públicos e se encaixam no estilo de cada pessoa.
De olho nas tendências, oferecemos um portfólio sempre surpreendente. Temos clássicos da joalheria e também novas interpretações, com rubis, esmeraldas, safiras, diamantes e tudo aquilo que faz parte do imaginário e do desejo de quem ama joias.
Também cuidamos profundamente daquilo que nem sempre aparece de imediato em uma campanha. No design e no acabamento das peças, assim como na origem e na qualidade dos materiais, buscamos oferecer altos padrões de durabilidade e qualidade.
E a experiência vai além do produto. Buscamos criar momentos que surpreendam. A experiência do consumidor é prioridade, e queremos encantar e transformar momentos em extraordinários.
Olhando para os 45 anos da Monte Carlo, quais são os próximos capítulos dessa história? Que papel o storytelling deve ter na construção da marca para os próximos anos e na relação com uma nova geração de consumidores?
Os próximos capítulos serão sobre crescimento. Temos uma história muito consistente, mas acreditamos que os próximos 45 anos precisam ser tão relevantes quanto os primeiros. E isso significa continuar nos reinventando e expandindo.
Queremos continuar sendo uma marca que celebra quem escolhe brilhar, mas ampliando cada vez mais as possibilidades de quem pode viver essa experiência.
Nossa missão de viabilizar sonhos continuará sendo central. Queremos que mais pessoas possam ter sua primeira joia, seu primeiro diamante e seus próprios símbolos de conquista.
O storytelling terá um papel fundamental porque é por meio das histórias que conseguimos transformar uma marca com décadas de existência em uma marca relevante também para novas gerações.
E, para nós, o storytelling não termina na campanha. Ele precisa estar presente em cada ponto de contato, com consistência na essência e coerência na forma de conversar com cada público e em cada canal.
Queremos continuar inovando em produto, trazendo novidades, criando sucessos, revisitando os clássicos da joalheria e oferecendo joias que acompanhem a vida real.
Joias são eternas, ultrapassam gerações e marcam momentos inesquecíveis. Depois de 45 anos, nosso desafio e nosso privilégio é continuar criando essas histórias e tornando o extraordinário parte da vida de cada vez mais pessoas.
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