A SAUER apresentou sua nova coleção, Impossible Flora, durante a SP-Arte 2026, propondo uma leitura poética e inventiva da natureza. Sob direção criativa de Stephanie Wenk, o projeto parte da ideia de um jardim imaginário, no qual formas inexistentes ganham vida em criações de alta joalheria que exploram técnica, materialidade e imaginação.
O lançamento aconteceu em uma visita guiada no estande da marca e marca mais um movimento de aproximação entre joalheria e arte contemporânea — diálogo que tem se tornado cada vez mais presente no cenário da feira. Em seguida, a coleção segue para a Independent Art Fair, em Nova York, antes de chegar às lojas da marca no Brasil e nos Estados Unidos ainda neste semestre.
Um jardim inventado como ponto de partida criativo
A narrativa de Impossible Flora nasce de uma botânica fictícia, inspirada no livro Parallel Botany, de Leo Lionni, que propõe uma classificação imaginária de espécies inexistentes. A coleção se constrói justamente nesse território entre ciência e fantasia, ampliando o olhar sobre a natureza e suas possibilidades formais.
“Impossible Flora existe no espaço entre aquilo que é e o que poderia ser”, define Stephanie Wenk, sintetizando a proposta conceitual da coleção.
Assim, cada peça funciona como um espécime raro de um ecossistema ainda não catalogado. O processo criativo aproxima o ateliê de um laboratório, onde formas são observadas, testadas e preservadas como objetos únicos.
Materiais e técnicas ampliam o repertório da marca
No campo material, a coleção revela novas experimentações. Águas-marinhas esculpidas evocam transparência e leveza, enquanto vidros de Murano acrescentam luminosidade às composições. Ao mesmo tempo, madeiras entalhadas introduzem textura e densidade orgânica às peças.
Pela primeira vez, a marca incorpora porcelana pintada à mão em suas criações, ampliando seu repertório técnico. O conjunto é finalizado com gemas preciosas, como esmeraldas, rubis, safiras e diamantes, reforçando a ideia de uma flora rara e imaginada.
Além disso, o projeto dialoga com referências históricas da representação vegetal, como os herbários medievais e os estudos visuais de Karl Blossfeldt e Ernst Haeckel, reinterpretados sob uma perspectiva contemporânea.
Ao transformar a botânica em narrativa estética, a SAUER reafirma sua vocação para unir tradição joalheira e experimentação criativa. Mais do que uma coleção, Impossible Flora propõe um exercício de imaginação — onde natureza, arte e ciência se encontram em forma de joia.
Fotos: Divulgação