Arte, moda e arquitetura se encontram na segunda coleção desenvolvida pela Zerezes em parceria com o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A colaboração retorna com quatro modelos de óculos que levam para o cotidiano referências visuais ligadas ao museu e à identidade do design brasileiro.
A primeira edição, lançada em 2025, marcou o início da aproximação entre os dois universos. Agora, a parceria ganha mais personalidade ao incorporar de maneira mais evidente os códigos da Zerezes, como o uso de cores, estruturas aparentes, transparências e formatos já reconhecidos pelo público da marca.
Bo e Pape retornam à coleção com novas proporções, enquanto Haru e Lena chegam para ampliar a linha. Os ajustes foram desenvolvidos a partir da escuta da comunidade da Zerezes, que continuou demonstrando interesse pela colaboração mesmo depois do lançamento inicial.
A arquitetura como ponto de partida
Nas novas armações, as referências ao MASP aparecem de forma sutil. Em vez de reproduzir literalmente o edifício projetado por Lina Bo Bardi, a coleção interpreta elementos como contrastes, estruturas visíveis e a sensação de leveza criada pelo vão livre da construção na Avenida Paulista.
O resultado são peças que funcionam tanto como acessórios quanto como objetos de design. Elas aproximam o repertório arquitetônico da rotina e mostram como referências culturais podem circular para além de museus, galerias e exposições.
A proposta também reforça uma mudança na relação entre moda e cultura. Mais do que acompanhar tendências, marcas passaram a ocupar espaços de pesquisa, identidade e formação de repertório, transformando os produtos em extensões da maneira como cada pessoa se expressa.
Uma parceria construída para durar
Para Rodrigo Latini, CEO e sócio-fundador da Zerezes, a nova fase representa o amadurecimento da colaboração.
“A primeira coleção com o MASP foi sobre fortalecer os laços com uma das instituições mais importantes de arte do Brasil. Esta segunda é sobre permanência e autoria, sobre uma parceria que não começa e termina em um lançamento, mas que se aprofunda a cada coleção”, afirma.
Segundo Latini, o MASP ocupa um lugar que vai além de uma colaboração comercial. A relação traduz uma visão compartilhada de que o design faz parte da cultura e pode estar presente nas escolhas, nos objetos e nas experiências do dia a dia.
A parceria também acompanha a programação do museu dedicada, em 2026, às histórias latino-americanas. Temas como pertencimento, território e produção cultural contemporânea encontram pontos de contato com a proposta da coleção e com a busca por uma estética conectada ao Brasil.
Design presente no cotidiano
Ao transformar referências da arquitetura e da arte em acessórios, a coleção reforça o olhar da Zerezes para a relação entre funcionalidade e expressão pessoal. As armações foram pensadas para integrar diferentes estilos e momentos, sem perder a identidade visual construída pelas duas instituições.
“A colaboração do MASP com a Zerezes foi uma das primeiras coleções desenvolvidas pelo museu após a inauguração do Edifício Pietro e se mostrou um sucesso entre os visitantes. Estamos muito contentes em aprofundar essa parceria”, comenta Carolina Rossetti, diretora de Relações Institucionais do MASP.
Com a segunda edição, Zerezes e MASP consolidam uma colaboração que leva a cultura brasileira para objetos presentes na rotina. Mais do que uma referência estética, a coleção propõe uma forma de vestir o design, a arquitetura e a arte.
Foto: Bruna Sussekind