
Pensar o morar contemporâneo passa, antes de tudo, por entender a vida como ela é. Ritmos diferentes, espaços diversos, usos que mudam ao longo do dia. É nesse território real — longe de fórmulas prontas — que nasce a FITZ, que chega a São Paulo com sua primeira loja física, em Pinheiros, bairro historicamente ligado à criação, à experimentação e ao pensamento autoral.
A marca se constrói a partir de uma ideia simples e potente: design não deve ser um privilégio. Mais do que objetos bem desenhados, a FITZ propõe soluções que acompanham o cotidiano, combinando funcionalidade, cuidado estético e liberdade criativa. O resultado são móveis e peças pensadas para diferentes formas de morar, dialogando com públicos diversos e possibilidades reais de investimento.
O Pinus, madeira de reflorestamento, é o ponto de partida da produção. Material abundante e muitas vezes subestimado, ele ganha novo protagonismo a partir de um trabalho atento de pesquisa e desenvolvimento, que explora suas qualidades estruturais e expressivas. Forma e função caminham juntas, sem excessos, revelando uma relação honesta entre material, uso e desenho.

Esse cuidado também se reflete no processo de construção da marca. Antes da abertura da primeira loja, houve um percurso longo e minucioso. “Antes de abrir as portas, investimos dois anos em um processo intenso de contratação de equipes especializadas, pesquisas de mercado, feiras, viagens e planejamento. Isso envolveu a definição do mix, o desenho dos produtos, a estruturação da operação, a importação, além de muitos testes e revisões. Foi um processo longo, com muitos ajustes, até sentirmos que estava pronto”, explica Débora Torquato, diretora da FITZ.
O espaço físico traduz essa mesma lógica. Com quase 300 m², a loja foi concebida menos como vitrine e mais como ambiente vivo — um lugar onde os objetos aparecem em uso, integrados à rotina. Localizada no térreo do Capote 210, empreendimento da ideia!Zarvos, a arquitetura privilegia a abertura para a cidade, o encontro e a convivência, reforçando a relação entre marca, entorno e pessoas.
O que se apresenta agora é mais do que uma loja: é um convite para olhar o design de forma mais próxima, cotidiana e acessível. Um design que não se impõe, mas participa da vida — e que entende o morar como algo em constante transformação.
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