Depois de um período marcado pelo predomínio da prata, do aço e de composições minimalistas, o dourado volta a ocupar o centro da joalheria. Em 2026, o ouro amarelo aparece em peças de maior impacto, com volumes esculturais, superfícies orgânicas e acabamentos que valorizam o trabalho artesanal.
Nas passarelas e vitrines internacionais, o metal deixou de funcionar apenas como acabamento. Agora, assume o papel de elemento principal das produções, seja em brincos de proporções ampliadas, colares marcantes ou anéis que se tornam o ponto focal do visual.
Esse movimento acompanha a tendência conhecida como bold gold, expressão usada para definir joias douradas de presença forte. Ao mesmo tempo, revela uma mudança no consumo de moda e luxo, com maior interesse por peças duráveis, simbólicas e capazes de permanecer relevantes além de uma única temporada.
Ouro, pedras naturais e formas orgânicas
Dentro desse cenário, a atriz Cris Vianna se uniu à designer Leia Sgro para desenvolver a coleção Raiz Dourada. A colaboração explora a combinação entre tons quentes, pedras naturais e desenhos inspirados em formas orgânicas.
“O dourado tem uma força muito especial porque transmite presença, sofisticação e atemporalidade ao mesmo tempo. Percebemos um movimento crescente de mulheres que buscam joias com significado, capazes de acompanhar diferentes momentos da vida sem perder relevância”, afirma Cris Vianna.
Para Leia Sgro, o ouro também ocupa uma função estrutural nas criações. Em vez de aparecer somente como revestimento, o metal ajuda a definir volumes, linhas e proporções.
“O dourado tem se consolidado como um elemento central nas nossas criações porque traduz presença, intensidade e permanência. Nas peças, o ouro não aparece apenas como acabamento, mas como estrutura estética”, explica a designer.
Peças de impacto entram no styling
Entre os modelos apresentados, o Anel Alegria aposta em linhas fluidas e acabamento dourado. A proposta permite usá-lo sozinho ou em combinações com outros anéis, acompanhando o interesse por composições mais personalizadas.
Já o Brinco Sorriso traz curvas e desenho orgânico. Embora tenha presença visual, a peça mantém uma construção leve, que pode acompanhar tanto produções minimalistas quanto combinações mais elaboradas.
A Pulseira Raiz de Citrino, por sua vez, aproxima o brilho do metal da tonalidade quente da pedra natural. Com isso, cria uma composição quase monocromática, marcada pela luminosidade e pela intensidade do dourado.
Por fim, o Colar Raiz Fumê estabelece um contraste entre o ouro amarelo e o quartzo fumê. A pedra adiciona profundidade à peça, enquanto a estrutura dourada reforça seu caráter escultural.
Mais do que retomar uma estética de outras décadas, o retorno do dourado ganha uma leitura contemporânea. Nesta temporada, o metal aparece associado à identidade, à expressão pessoal e à escolha de joias que possam atravessar diferentes ocasiões e ciclos da moda.