Germana Melo fala sobre moda, identidade e novos caminhos na carreira

Germana Melo – Foto: Divulgação

A moda sempre fez parte da trajetória de Germana Melo. Ex-modelo e Miss Ceará, a empresária e influenciadora digital encontrou na criação de conteúdo uma maneira de compartilhar seu estilo pessoal e suas experiências. Durante a pandemia, decidiu profissionalizar essa atuação e, desde então, vem ampliando sua presença no universo da moda e do lifestyle. Em 2022, passou a integrar a plataforma Fhits, um dos marcos dessa nova fase profissional.

Atualmente, Germana também atua como diretora criativa e curadora da Carmel Boutique, projeto que reúne moda, design e marcas com identidade brasileira. Sua relação com o setor ganhou novos capítulos com a participação em semanas de moda internacionais, incluindo Paris e, mais recentemente, Nova York, onde acompanhou o desfile da PatBO.

Em conversa com o GLMRM, Germana fala sobre a construção de sua carreira digital, a importância de manter a identidade pessoal em suas escolhas e a experiência de acompanhar a New York Fashion Week. Além disso, compartilha seus planos para ampliar a atuação na moda e na curadoria, sem abrir mão da autenticidade que considera essencial em sua trajetória.

O que te motivou a transformar a criação de conteúdo em uma carreira como influenciadora digital?

Eu sempre tive uma relação muito próxima com a moda. Comecei muito nova, fui modelo, Miss Ceará, depois segui minha vida como empresária, mas esse universo nunca deixou de fazer parte de mim. A criação de conteúdo começou de uma forma muito natural, compartilhando aquilo que eu realmente vivia e gostava. Durante a pandemia, passei a olhar para isso de uma maneira mais profissional e percebi que poderia transformar essa troca em um trabalho. Hoje, o que mais gosto é justamente poder construir uma carreira sem precisar criar um personagem. Meu conteúdo é muito do que eu sou e do que faz parte da minha vida.

A moda sempre esteve presente na sua construção como influenciadora. Como você definiria hoje a relação entre o seu estilo pessoal e a maneira como ele aparece no seu conteúdo?

Acho que meu estilo foi ficando mais definido com o tempo e com a maturidade. Hoje eu gosto muito mais de qualidade, de bons cortes, de peças que tenham personalidade, mas que não dependam necessariamente de tendência. E isso aparece no meu conteúdo de uma forma muito natural. Não gosto de vestir algo só porque está na moda ou porque vai funcionar para uma foto. Preciso me reconhecer naquela escolha. Para mim, estilo tem muito mais a ver com identidade do que com seguir regras.

Foto Divulgação

O que representa estar na New York Fashion Week para a sua carreira? O que essa experiência significa para você e para a construção da sua imagem no cenário internacional?

Foi uma experiência muito especial e um passo importante na minha trajetória. Estar em Nova York durante a Fashion Week, acompanhar tudo de perto e, principalmente, prestigiar a PatBO, uma marca brasileira ocupando esse espaço internacional, teve um significado ainda maior para mim. Ao mesmo tempo, fui sem a preocupação de transformar a viagem inteira em trabalho. Estava com minhas filhas, era a primeira vez delas em Nova York, então consegui viver a cidade, a moda e esse momento profissional de uma maneira muito verdadeira. Acho que hoje quero construir minha imagem exatamente assim: crescendo, vivendo novas experiências e chegando a novos lugares, mas sem perder a naturalidade.

A NYFW reúne diferentes olhares sobre moda, comportamento e cultura. O que mais te interessa observar e absorver durante as semanas de moda?

Muito além das tendências, gosto de observar as pessoas. O jeito como elas misturam peças, como interpretam a moda, o styling, as proporções e até aquilo que acontece fora dos desfiles. Acho que as semanas de moda são interessantes justamente porque mostram que não existe uma única maneira de se vestir. Eu gosto de absorver essas referências e depois trazer para a minha realidade, para o meu estilo e também para o meu trabalho com curadoria. Não é sobre reproduzir o que vi, é sobre entender o que faz sentido para mim.

Olhando para os próximos passos, quais são os projetos ou territórios que você gostaria de explorar na moda e na criação de conteúdo?

Quero aprofundar cada vez mais essa relação entre moda, lifestyle e curadoria, que hoje são universos muito conectados na minha vida. A Carmel Boutique também me trouxe um novo olhar, porque passei a estar ainda mais envolvida na escolha das marcas e das peças, e isso é algo que quero explorar mais. No conteúdo, quero mostrar uma moda cada vez mais real, ligada à rotina, às viagens, ao bem-estar e às experiências que vivo. E quero continuar ampliando essas conexões para além do Ceará e do Brasil, mas sempre de uma forma coerente comigo. Não tenho interesse em estar em todos os lugares. Quero estar nos lugares que façam sentido para a minha história.

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