Mulheres passam a liderar receita e impulsionam nova fase da moda tecnológica

Pela primeira vez em nove anos de operação, as mulheres passaram a representar a maior participação na receita da INSIDER. A mudança aconteceu em janeiro de 2026 e, dois meses depois, o público feminino também ultrapassou o masculino em volume de itens vendidos no canal direto da marca.

Os números acompanham uma transformação mais ampla no comportamento de compra. Em 2023, as mulheres representavam 15% do público do site. Em 2026, essa fatia se aproxima de 50%. Além disso, o ticket médio feminino é 6% superior ao masculino, enquanto a taxa de recompra das mulheres supera a dos homens em 40%, segundo dados da empresa.

A mudança também começa a orientar o portfólio. Como parte dessa estratégia, a marca expande a NakedFeel®, linha de underwear e activewear desenvolvida para unir conforto, tecnologia têxtil e liberdade de movimento.

“A marca não mudou sua essência; ela ampliou a forma de expressá-la. Conforto, tecnologia e funcionalidade sempre estiveram no centro da INSIDER, mas hoje conseguimos traduzir esses atributos de maneira mais próxima da jornada feminina”, afirma Carol Matsuse, cofundadora da marca.

Uma consumidora que circula entre categorias

Outro dado observado pela empresa está no comportamento de recompra. Cerca de metade das consumidoras que retornam ao site passa a explorar novas categorias, transitando entre peças íntimas, casuais e esportivas.

Para a marca, esse movimento mostra uma relação que vai além da reposição de produtos já conhecidos.

“A consumidora feminina não volta apenas para repor o mesmo produto. Ela volta para descobrir novas soluções dentro da marca, o que mostra uma relação de maior exploração e confiança com o portfólio”, explica Matsuse.

Segundo a cofundadora, a mudança ocorreu de forma gradual. O crescimento do interesse feminino apareceu primeiro no comportamento de compra e na circulação entre diferentes linhas. Em 2026, porém, os dados ganharam força suficiente para influenciar decisões de produto, comunicação e expansão.

Tecnologia aplicada ao underwear

É a partir dessa leitura que a NakedFeel® ganha espaço no portfólio. A proposta parte de incômodos comuns no vestuário feminino, como marcas deixadas por sutiãs, atrito, excesso de compressão e peças que limitam os movimentos.

Em vez de trabalhar apenas com a lógica tradicional dos modeladores, a linha aposta no chamado underwear anatômico. Recortes estratégicos e zonas de suporte acompanham as linhas naturais do corpo sem depender de compressão excessiva.

Três recursos aparecem entre os principais elementos técnicos. O acabamento termocolado substitui parte das costuras convencionais e reduz relevos sob a roupa. Já o corte a laser cria bordas mais discretas e microfuros voltados à respirabilidade. Por fim, microfibras de performance auxiliam na gestão da umidade e na secagem rápida.

“Identificamos uma oportunidade de criar uma peça que entregasse harmonização da silhueta sem a sensação de aperto associada aos modeladores tradicionais. O maior desafio técnico foi achar a combinação ideal entre suporte e modelagem preservando respirabilidade, conforto e liberdade de movimento”, diz Matsuse.

Testes com diferentes corpos

Durante o desenvolvimento, a linha passou por rodadas de testes com consumidoras. O objetivo foi avaliar modelagem, conforto, ajuste e percepção de uso em diferentes corpos.

O projeto envolveu equipes de Produto, Pesquisa e Desenvolvimento, Engenharia de Produto, Modelagem, Marketing e Comercial. Por isso, o ciclo de criação foi mais longo do que o de uma coleção convencional, segundo a INSIDER.

A intenção era chegar a peças que equilibrassem sustentação, acabamento e conforto sem recorrer à compressão intensa normalmente associada a parte do shapewear.

Seis peças abrem a linha

A NakedFeel® estreia com seis produtos, disponíveis do PP ao XGG.

Entre eles estão três modelos de sutiã: Decote V, por R$ 189; Alça Removível, também por R$ 189; e Top, por R$ 199. O Top Fitness custa R$ 239, enquanto a Calcinha Biquíni chega por R$ 59. Já a Legging NakedFeel®, de cintura alta, tem preço de R$ 369.

As peças aparecem em tonalidades como preto, Comfy Brown e Smooth Beige, dependendo do modelo.

Underwear e activewear ganham espaço

A expansão também acompanha o crescimento das categorias de underwear e activewear. Segundo dados apresentados no release, o mercado brasileiro de underwear e lingerie pode avançar de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,6 bilhões até 2034, de acordo com o IMARC Group.

Já o activewear global deve manter ritmo de expansão nos próximos anos, impulsionado por mudanças de comportamento e pela busca por roupas capazes de transitar entre atividade física e rotina.

Para a INSIDER, a NakedFeel® representa justamente essa aproximação entre tecnologia têxtil, conforto e diferentes momentos de uso.

“Mais do que uma meta isolada de receita, o NakedFeel® representa uma aposta estratégica na expansão do portfólio feminino da INSIDER e no desenvolvimento de soluções que combinam tecnologia têxtil, conforto e caimento”, conclui Matsuse.

 

Fotos: Divulgação

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