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Aldo Urbinati e Natalie Klein

Natalie Klein apresentou, nesta segunda-feira (4), a coleção TWIST, Verão 27 da NK, em duas sessões realizadas no Estúdio Tupi, em São Paulo. Em vez de um desfile tradicional, a marca escolheu uma presentation construída como um percurso sensorial, no qual moda, dança, arte, arquitetura e performance dividiram a mesma narrativa.

O movimento orientou tanto a coleção quanto a forma de apresentá-la. Inspiradas pelo encontro entre corpo, espaço, ação, tempo e energia, as peças surgiram em cenas que permitiam observar detalhes, volumes e materiais sob diferentes perspectivas.

Ao longo do percurso, modelos, bailarinos, poetisas, atrizes e convidados ocuparam o espaço em performances e intervenções. Assim, o público pôde conhecer a coleção em seu próprio ritmo, sem a sequência linear característica das passarelas.

Foto: Henrique Falci

Movimento traduzido em roupas

Na coleção, a dança apareceu nas silhuetas, nas proporções e na escolha dos tecidos. Vestidos partiram do imaginário dos palcos, enquanto maxi volumes acompanharam os gestos do corpo.

Peças bordadas à mão dividiram espaço com referências esportivas. Além disso, alguns tecidos mudavam de aparência conforme o ângulo de observação, reforçando a ideia de transformação presente no nome TWIST.

A proposta colocou delicadeza e energia lado a lado. Enquanto os bordados destacaram o trabalho manual, os elementos esportivos trouxeram uma leitura mais cotidiana e dinâmica para o Verão 27.

Foto: Henrique Falci

Uma parceria que saiu dos bastidores

A escolha do Estúdio Tupi também fez parte da narrativa. Parceiro da NK há mais de uma década, o escritório já participou de projetos importantes da marca, incluindo a construção da identidade de seus espaços e lojas.

Desta vez, porém, essa relação ganhou o centro da apresentação. O próprio estúdio recebeu a coleção e se transformou em cenário para uma experiência que aproximou os códigos da NK do repertório de arquitetura, design e pesquisa do parceiro.

Ao reunir coleção e apresentação sob a mesma ideia, TWIST mostrou o movimento não apenas como inspiração estética, mas como uma forma de conduzir o olhar. A cada cena, novos detalhes surgiam e modificavam a percepção das peças.

GLMRM mostra alguns cliques:

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