Quando o jeans deixa o closet, outra história pode começar

Foto Divulgação

Poucas peças carregam tanta memória quanto um jeans. Ele muda de lavagem, ganha marcas do tempo, acompanha diferentes fases da vida e, muitas vezes, permanece no guarda-roupa por anos. Mas o que acontece quando deixa de ser usado? Há uma década, a Colcci tenta prolongar justamente esse percurso com o Denim for Good, iniciativa que propõe um novo destino para peças que já cumpriram seu primeiro ciclo.

O projeto completa dez anos em um momento no qual a discussão sobre circularidade ganha cada vez mais espaço na moda. A dinâmica é simples: ao levar uma peça jeans usada a uma loja da marca, o cliente recebe um benefício na compra de um novo item denim. A peça entregue, por sua vez, pode seguir para outro destino.

Ao longo desse período, o Denim for Good esteve conectado a mais de 1.600 instituições em diferentes regiões do Brasil, ajudando a colocar milhares de peças novamente em circulação.

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O denim em números

A iniciativa também ganha outra dimensão quando colocada ao lado da escala de produção da Colcci. Atualmente, a marca produz cerca de 850 mil peças de jeans por ano. Em dez anos, foram mais de 8 milhões de itens, entre eles aproximadamente 5,5 milhões de calças.

Nesse mesmo intervalo, o desenvolvimento do denim passou por mais de 683 tons de azul e mais de 8 mil possibilidades de construção, entre lavagens, modelagens e acabamentos.

Os números ajudam a mostrar como uma matéria-prima associada historicamente à permanência também pode ser pensada a partir da circulação. Afinal, embora o jeans seja conhecido por atravessar temporadas, seu ciclo não precisa se limitar ao período em que permanece com o primeiro dono.

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Uma peça, diferentes vidas

O Denim for Good parte justamente dessa mudança de perspectiva. Em vez de tratar o descarte como ponto final, a iniciativa transforma a troca em uma passagem entre histórias.

A ideia conversa com uma discussão que hoje atravessa toda a indústria da moda: como aumentar a vida útil de uma peça e evitar que aquilo que saiu de uso seja imediatamente entendido como algo sem valor.

No caso do jeans, essa lógica parece ainda mais natural. Resistência, marcas de uso e transformações de cor fazem parte de sua própria estética. Dez anos depois do início do projeto, a Colcci usa justamente esse símbolo de permanência para falar também de continuidade.

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