
A SAUER celebra 85 anos de história em 2026 com dois lançamentos que resgatam sua trajetória na joalheria brasileira. A marca apresenta uma coleção comemorativa de 35 peças, que reinterpretam criações emblemáticas de seu acervo, além de um livro publicado pela editora Assouline. Sob a direção criativa de Stephanie Wenk, as novidades exploram a relação da maison com as pedras preciosas, as cores e a experimentação.
Fundada em 1941 por Jules Sauer, a joalheria construiu sua identidade a partir da descoberta e valorização de gemas brasileiras. O olhar atento do fundador para as particularidades de cada pedra ajudou a projetar internacionalmente a riqueza mineral do país. Agora, esse conhecimento inspira novas interpretações, que aproximam referências históricas e design contemporâneo.
Gemas coloridas e referências históricas
Na coleção comemorativa, as pedras preciosas são protagonistas. Turmalinas verdes, águas-marinhas, safiras azuis, esmeraldas, turmalinas Paraíba e topázios imperiais compõem uma seleção marcada pela intensidade das cores. Entre os destaques, também aparece um rubi excepcional.
O arco-íris, uma das assinaturas visuais da SAUER, retorna em novas combinações. Além disso, materiais como ônix, cristal de rocha, lápis-lazúli e calcedônia criam contrastes entre transparências, formas geométricas e diferentes tonalidades.
A madeira também ganha espaço nas criações, acrescentando textura e estabelecendo um diálogo entre elementos naturais e pedras preciosas.
Para Stephanie Wenk, a coleção representa uma oportunidade de revisitar o passado sem deixar de olhar para o futuro.
“Vejo a história da SAUER como um repertório vivo, em que uma forma, uma lembrança ou um encontro podem ganhar novos sentidos. Nesta coleção, quis fazer épocas e referências conversarem, deixando espaço para o inesperado. Há algo de íntimo nesse processo: reconhecer o que nos trouxe até aqui e imaginar o que ainda podemos ser. É desse movimento entre memória e imaginação que nasce a nossa linguagem criativa”, afirma a diretora criativa.
Clássicos da joalheria ganham novas interpretações
Entre as peças que retornam ao universo da marca está o anel Constellation, premiado no Diamonds International Awards em 1966. A criação recebe uma nova interpretação, preservando sua ligação com a história da SAUER.
Outro destaque é o colar Yvonne, um dos modelos mais conhecidos da joalheria. Pela primeira vez, a peça ganha uma versão de alta joalheria, com uma esmeralda emoldurada em madeira.
A coleção também inclui joias com pérolas, que acrescentam formas orgânicas às composições. Já quatro broches exclusivos foram desenvolvidos para permitir diferentes formas de uso, podendo ser utilizados também como pingentes.
Ao reunir peças inspiradas em diferentes momentos de sua trajetória, a marca destaca a importância do conhecimento gemológico na criação de joias. A proposta é valorizar as características individuais de cada pedra e explorar novas possibilidades de lapidação, cor e proporção.

Livro da Assouline revisita oito décadas de história
Além da coleção, a SAUER celebra seu aniversário com uma publicação especial da Assouline, editora conhecida por seus livros dedicados à arte, moda, design e lifestyle.
A obra percorre os principais capítulos da história da joalheria, desde a trajetória de Jules Sauer até as criações que ajudaram a consolidar a identidade da marca.
O livro também destaca a relação da SAUER com as gemas brasileiras e os encontros que contribuíram para sua evolução ao longo das décadas.
Com os dois lançamentos, a joalheria celebra seu legado e reafirma uma característica que acompanha sua história desde 1941: a liberdade de experimentar a partir da riqueza das pedras preciosas.

A coleção de 85 anos traduz esse encontro entre memória e criação, mostrando como referências do passado podem ganhar novas formas na joalheria contemporânea.
Fotos: Divulgação
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