Durante muito tempo, o sofá ocupou uma função previsível na sala de estar: servir como ponto de descanso e convivência. No entanto, as mudanças na forma de morar, trabalhar e receber em casa ampliaram o papel desse móvel. Hoje, modelos modulares, recursos tecnológicos e desenhos fora do convencional oferecem novas possibilidades de uso, sem deixar o conforto de lado.
Entre propostas esculturais, referências bem-humoradas e soluções pensadas para o cotidiano, diferentes marcas e designers mostram como o sofá pode acompanhar as transformações da vida doméstica.
Design que acolhe
Assinado pela designer Linda Martins, o Sofá Manto parte da ideia de um móvel capaz de envolver o corpo. Suas laterais dobradas lembram o gesto de enrolar uma manta e também funcionam como nichos para acomodar livros, revistas e pequenos objetos.
A peça integra a coleção Linhas de Permanência, primeira linha de estofados do Studio Linda Martins. Produzido pela Milar, o modelo combina desenho equilibrado e materiais escolhidos para atravessar o tempo.
Já o sofá Spencer, criado por Ronald Sasson para a Tecline, apresenta volumes sólidos e sobrepostos. As formas amplas seguem a estética do inflated design e reforçam a sensação de acolhimento.
Sua estrutura utiliza madeira de reflorestamento tratada, percintas, molas bonnel e assento com mola propulsora. Por sua vez, o revestimento em tecido de algodão e acrílico oferece um acabamento macio.
Humor e personalidade
O estúdio Mula Preta buscou na cultura pop a inspiração para o sofá modular Méqui. A peça faz referência ao formato de um conhecido sanduíche, com curvas no encosto que lembram os pães e outros elementos que representam o recheio.
Além do aspecto bem-humorado, o modelo permite diferentes configurações. Dessa forma, transforma o sofá em uma peça interativa, capaz de mudar conforme o espaço ou a ocasião.
O sofá Cresta, desenhado pelo arquiteto Jayme Bernardo para a DIEEDRO, também se afasta das formas convencionais. Desenvolvida para uma coleção da América Móveis, a peça aposta em linhas leves e minimalistas, unindo funcionalidade e presença visual.
Conforto adaptado ao cotidiano
Com medidas definidas conforme cada projeto, o sofá Block, do estudiobola, foi criado para atender diferentes ambientes. Sua estrutura combina madeira certificada, percintas de sustentação e base de aço com pintura eletrostática.
O enchimento utiliza espumas de diferentes densidades, enquanto as almofadas com plumas ampliam a sensação de aconchego. Tecidos mais encorpados e tramados ajudam a destacar suas formas.
Na Flexform, o sofá Lagoon reúne blocos de espuma com densidade controlada e estrutura em MDF. Além disso, o revestimento pet friendly facilita a convivência com animais de estimação e busca reduzir danos provocados pelo uso diário.
Tecnologia integrada
Pensado para reproduzir a experiência de uma sala de cinema dentro de casa, o sofá Compostela, do Estúdio Breton, reúne módulos amplos, encostos reclináveis e diferentes recursos integrados.
O modelo conta com luminárias para leitura, porta-copos, apoios entre os assentos e entradas para carregar dispositivos móveis. Assim, combina entretenimento, descanso e praticidade em uma única peça.
Entre áreas internas e externas
As fronteiras entre ambientes internos e externos também aparecem na coleção MODO, desenvolvida pela IBTW em parceria com a Pininfarina. Voltada às áreas ao ar livre, a linha explora proporções, ergonomia e formas curvas.
As silhuetas marcantes e a paleta de cores ampliam as possibilidades de composição. Ao mesmo tempo, o desenho permite que as peças transitem por diferentes espaços da casa, acompanhando a integração cada vez maior entre interior e exterior.
Seja por meio de módulos móveis, recursos incorporados ou formas que estimulam novas interações, esses sofás revelam como o design passou a responder a diferentes necessidades. Mais do que ocupar o centro da sala, o móvel participa ativamente da experiência de morar.