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A Tiffany & Co. amplia sua tradição relojoeira ao apresentar o novo Enamel, um modelo que revisita a icônica técnica do esmalte paillonné e reafirma o diálogo entre joalheria e alta relojoaria. Inspirado nas lendárias pulseiras Croisillon criadas por Jean Schlumberger em 1962, o lançamento traduz o legado da maison em uma peça contemporânea, produzida em edição limitada.

O encontro entre arte e precisão

O relógio surge em caixa de 36 mm em ouro amarelo ou branco 18 quilates, com movimento suíço de quartzo de alta precisão. O grande destaque está no mostrador dividido em duas partes:

  • Disco central cravejado de diamantes em técnica snow-set, criando um efeito quase contínuo de luz
  • Anel externo giratório em esmalte paillonné, disponível em Tiffany Blue® ou branco
  • Os 12 pontos em cruz — assinatura do design Croisillon — marcam as horas e giram suavemente com o movimento do pulso, criando um efeito visual dinâmico e inesperado.

A técnica que quase desapareceu

O esmalte paillonné exige domínio absoluto. Primeiro, o artesão posiciona delicados fragmentos de ouro ou prata sobre a superfície. Em seguida, aplica esmalte translúcido colorido. Depois, a peça vai ao forno. Esse processo se repete diversas vezes até atingir profundidade e intensidade ideais.

Hoje, poucos especialistas dominam essa arte. Ao retomá-la, a Tiffany reafirma sua tradição iniciada no século XIX, quando já produzia peças esmaltadas exibidas na Exposição Universal de Paris de 1878.

Diamantes como superfície de luz

A caixa do relógio recebe 366 diamantes cravejados em snow-set. O disco central soma mais 204 pedras. Já o modelo full-pavé ultrapassa mil diamantes, totalizando 8,38 quilates. A fivela em T também carrega sua própria cravação, reforçando a coerência estética da peça.

Além disso, o fundo da caixa traz gravação sunburst inspirada no broche Floral Arrows, outro clássico de Schlumberger.

Alta joalheria no pulso

Disponível com pulseira de couro de jacaré em Tiffany Blue® ou branco — ou em versão integral full-pavé — o Enamel ultrapassa a função utilitária do tempo. Ele se posiciona como objeto de coleção, peça de design e manifestação artística.

Mais do que marcar horas, o modelo reafirma o que a Tiffany faz de melhor: transformar tradição em desejo contemporâneo.

 

Fotos: Divulgação

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