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Na Highstil, cada lançamento parte de uma narrativa construída para gerar identificação, reforçar valores e traduzir o estilo de vida do homem contemporâneo. E, para o Dia dos Pais, a marca apresenta Match Point, campanha inspirada no universo do tênis que usa a relação entre pais e filhos para falar sobre incentivo, legado e o orgulho de ver quem amamos ir mais longe.

Nesta conversa com o GLMRM, o diretor de arte da Highstil, Ton Lo Bianco, fala sobre o processo criativo por trás das campanhas da marca, a construção de imagens que despertam emoção e como a moda pode contar histórias que permanecem na memória.

Como nasce uma campanha na Highstil?

Toda campanha começa com um racional estratégico muito bem definido. Temos uma metodologia que equilibra diferentes pilares da marca: comportamento, valores, cultura, atributos dos produtos, coleção, sazonalidade e objetivos de negócio. É essa combinação que constrói a base da narrativa. Mas a criação acontece em outro lugar.
Ela nasce muito antes da próxima coleção chegar à mesa. Nasce quando percebemos que a campanha atual encontrou sua forma definitiva — seja no deserto, na neve, em uma pista de corrida ou em qualquer cenário capaz de traduzir aquela ideia.
Existe um momento em que a gente simplesmente sabe que acertou. Não tem planilha que explique isso. A equipe sente. O desafio foi vencido, todo mundo vibra e a sensação é de missão cumprida.
É justamente nessa celebração que a próxima campanha começa.
A energia criativa de um projeto vencedor alimenta imediatamente o seguinte. Os ciclos não se encerram, eles se sobrepõem. A satisfação de entregar uma campanha consistente vira combustível para imaginar a próxima história.}Na Highstil, acreditamos que uma campanha não nasce apenas de um briefing. Ela nasce da combinação entre estratégia, repertório, sensibilidade e, principalmente, entusiasmo de uma equipe que nunca deixa de criar.

A campanha de Dia dos Pais aposta em uma narrativa bastante emocional. Como surgiu a ideia de “Match Point”?

O tênis faz parte do universo da Highstil desde os anos 70. Sempre esteve no DNA da marca. O que faltava era uma história que traduzisse esse vínculo de forma genuína.
A ideia surgiu quando pensamos em um dos momentos mais marcantes da paternidade: aquele instante em que percebemos que fomos superados pelos nossos filhos em alguma habilidade.
Curiosamente, é uma das melhores sensações da vida.
É aquela derrota que a gente comemora mais do que qualquer vitória.
“Match Point” nasce exatamente dessa percepção. O tênis é quase uma desculpa para falar de legado, orgulho e evolução. Porque, no fim, todo pai sonha em ver o filho chegar mais longe do que ele.

Existe uma preocupação da Highstil em construir campanhas que vão além da moda?

Na verdade, eu acredito que a moda já é muito maior do que a roupa. Ela é comportamento, cultura, identidade e uma das formas mais poderosas de expressão. Por isso, nunca enxerguei uma divisão entre moda e propósito. Quando uma ideia é verdadeira, a moda naturalmente encontra um lugar para ela.
Nossa preocupação está muito mais em construir conexões do que simplesmente campanhas.
Queremos criar narrativas relevantes, capazes de fortalecer o posicionamento da marca e estabelecer uma relação duradoura com um consumidor que busca muito mais do que o melhor algodão do mercado.
A Highstil entrega um lifestyle. Criamos um universo de experiências, referências e valores com o qual nosso público pode se identificar e interagir.
Quando convidamos um cliente para saltar de paraquedas com a gente, deixamos de vender apenas um produto. Passamos a dividir uma experiência.
E depois de um salto desses é difícil lembrar da Highstil apenas como uma marca de roupa.

O universo esportivo aparece como pano de fundo da campanha. Qual foi a intenção dessa escolha?

O esporte nunca foi apenas um cenário para a Highstil. Ele representa valores que fazem parte da identidade da marca desde as nossas primeiras campanhas.
Em diferentes intensidades — dependendo da coleção, da estação ou do conceito criativo — buscamos retratar um estilo de vida pautado pelo movimento, pela curiosidade, pelo desafio e pelo prazer de viver novas experiências.
Mais do que a prática esportiva, nos interessam as emoções que ela desperta: a superação, a adrenalina, a amizade, o espírito de equipe e a conquista.
Esses elementos traduzem muito bem a personalidade do homem Highstil.
Talvez por isso o esporte apareça com tanta frequência nas nossas campanhas. Não porque queremos falar de performance, mas porque ele comunica liberdade, autenticidade e atitude quase sem precisar de legenda.

Como você enxerga a evolução da fotografia e da direção de arte nas campanhas de moda?

Costumo olhar para essa evolução muito mais pela perspectiva técnica do que conceitual.
A fotografia e a direção de arte de excelência sempre foram — e continuarão sendo — as grandes referências da indústria.
O que mudou foi a velocidade.
Hoje temos equipamentos mais sofisticados, novas tecnologias e uma dinâmica de produção infinitamente mais intensa. Produzimos conteúdos diariamente, fazemos shootings o tempo todo e as campanhas acontecem em um ritmo que seria impensável alguns anos atrás.
Mas acredito que os diferenciais realmente importantes continuam exatamente onde sempre estiveram.
Talento, sensibilidade, repertório e o envolvimento de quem participa do processo criativo seguem sendo os ingredientes que transformam uma imagem bonita em uma imagem memorável.
As ferramentas evoluem. O olhar, felizmente, ainda não tem atualização de software.

O que você espera que as pessoas sintam ao assistir à campanha “Match Point”?

Acho que metade da resposta já está na própria pergunta: queremos que as pessoas sintam a marca.
Que se emocionem, que se reconheçam na história e, por alguns minutos, esqueçam que estão assistindo a uma campanha de moda.
A outra metade da resposta é bem menos poética — e toda marca gosta dessa parte.
Esperamos que esse vínculo emocional desperte também a vontade de presentear. Porque uma boa campanha precisa emocionar, mas também precisa aproximar as pessoas da marca.
Se, ao final do filme, alguém sentir vontade de abraçar o pai e passar em uma loja da Highstil no caminho, acho que teremos feito um bom trabalho.

 

Fotos: Divulgação

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