Foto: Reprodução/Launchmetrics Spotlight

A London Fashion Week baixou as cortinas nesta segunda-feira (21), depois de cinco dias de desfiles dedicados às coleções de Primavera/Verão 2027. Entre 17 e 21 de setembro, a capital britânica misturou nostalgia, ousadia e boas doses de drama, com o couro e as silhuetas volumosas no centro das atenções e um toque brasileiro na passarela.

A temporada teve retornos celebrados. A McQueen voltou a desfilar em Londres, e a Mulberry reapareceu no calendário oficial com uma estreia muito aguardada, a primeira coleção prêt-à-porter de Christopher Kane como diretor criativo. Simone Rocha, Erdem Moralioglu, Richard Quinn, Emilia Wickstead, Roksanda, Harris Reed e Burberry também mostraram suas propostas, ao lado de nomes mais experimentais, como Aaron Esh, Ashley Williams, Chopova Lowena, KNWLS e Paolo Canzana. Completaram a programação os designers selecionados pelo NEWGEN, iniciativa do British Fashion Council dedicada a impulsionar novos talentos.

Quem abriu a semana foi Simone Rocha, no Old Bailey, o histórico tribunal criminal da cidade, cenário sob medida para o clima dramático da apresentação. A inspiração veio de uma tela de Caravaggio que retrata a traição de Cristo. Na passarela, apareceram volumes arredondados, quase em formato de bolha, flores, golas altíssimas que envolviam cabeça e pescoço, transparências e renda. Houve espaço para peças de ar utilitário e outras de pegada mais masculina, sem esquecer os laços, os brilhos e as referências à lingerie que já são a assinatura da estilista.

 

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No domingo (20), foi a vez da Mulberry. Kane, que assumiu o posto em março, foi buscar no acervo da casa o couro e os acessórios que construíram sua identidade. O primeiro look foi um sobretudo de couro acinzentado com recortes verticais inspirados na aba da Bayswater, bolsa lançada em 2003 que virou símbolo da moda londrina. A referência voltou em jaquetas, saias, calças e vestidos, com cortes mais quadrados e detalhes gráficos em diferentes cores e acabamentos. Outro destaque foi um vestido longo de organza azul, feito apenas de faixas horizontais, cujas camadas sobrepostas criavam uma atmosfera quase submarina. O designer ainda abriu o baú afetivo, com uniformes escolares escoceses, cardigãs, saias curtas e fotografias de rua das décadas de 1960, 1970 e 1980, ligadas à infância e à irmã, Tammy.

 

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O Brasil apareceu na reta final. No desfile da Di Petsa, também nesta segunda, Jade Picon pisou pela primeira vez a passarela da semana de moda londrina. Ela escolheu um vestido preto fluido, com duas fendas nas pernas, recortes estratégicos na cintura e costas à mostra. Correntes douradas acompanhavam a silhueta, e o cabelo preso deixava os detalhes da roupa em evidência. Na beleza, uma maquiagem artística com acabamento molhado deu ao visual um efeito místico.

Antes, Jade já havia circulado como convidada no desfile da H&M, com uma produção inspirada no gothic chic. O vestido preto longo tinha transparências, mangas fluidas e decote profundo, combinado a uma choker de veludo e a uma make em tons de marrom com contorno bem marcado.

 

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