Tirei a carteira no primeiro dia que pude. Tive meu primeiro carro aos 18. Já fiz propaganda de lançamento de carro. E entendo, de dentro, o que une uma máquina a quem a dirige: não é só desempenho. É uma sensação muito específica de carro, música, trajeto e vento que completa alguma coisa em você e se integra à sua alma. Entendo que carro é representação de identidade. Sempre amei velocidade e precisão. E sempre fui daquelas que se interessam pela história real por trás das marcas que mudaram o mundo.
Por tudo isso, quando fui convidada para a noite do Élégant na Casa Osten, cheguei com expectativa alta. O tema era a alma da máquina. E o que aconteceu naquela sala correspondeu a cada bit dessa expectativa.
Tem experiências que confirmam o que você já sente. E tem experiências que nomeiam o que você sentia, mas nunca tinha conseguido dizer.
O Élégant é um ecossistema de relacionamento criado para marcas de luxo, seus principais clientes e convidados especiais. Nessa edição, o universo da BMW foi o protagonista, com os modelos M3 Competition, M2 e M135. E o formato escolhido para apresentá-los foi um desfile experiencial, algo que raramente se vê com esse nível de construção.
O desfile não mostrou carros. Apresentou personas. Cada BMW foi harmonizada com um casal que habitava aquele universo de forma completa: ele com um look da Loft, alfaiataria masculina de precisão, relógio Tissot ou TAG Heuer no pulso e joias Maxior compondo o detalhe final. Ela também com joias Maxior, alta joalheria que já vestiu Beyoncé, Michelle Obama, Jennifer Lopez e Kylie Jenner. Não era moda. Era a tangibilização de um lifestyle. De como essas pessoas vivem, sentem e interagem com o que escolhem ter perto de si.
Um desfile que não vende produto. Mostra como se vive quando cada escolha é feita com intenção.
Entrei na noite vestindo um smoking masculino e uma joia apoteótica. A combinação fazia sentido: a precisão do corte encontrando a ousadia da peça. Quando o ambiente foi desenhado com esse nível de intenção, você instintivamente afina cada detalhe seu para estar à altura dele.
O que aprofundou ainda mais a noite foi ouvir as pessoas por trás das marcas. Jorge Yamanisk Neto, CEO e diretor-geral do Grupo Osten e terceira geração à frente da casa, falou sobre as máquinas com uma intimidade que só anos dentro de uma história familiar conferem. Pedro, diretor criativo da Loft, abriu as camadas do que faz das roupas mais do que peças: manifestos. Débora Ferreira, head de Marketing da Maxior, escolheu cada peça com uma clareza que revelou algo em que eu já acredito: o que chamamos de luxo é sempre, no fundo, uma junção de precisão e tempo. Tempo de construção. Tempo de escolha. Tempo de cuidado. As marcas que mudam o mundo não nascem do acaso. Nascem de uma obsessão com o detalhe que atravessa gerações.
Para fechar, a Diageo conduziu uma imersão em whiskies Johnnie Walker, com drinks desenhados exclusivamente para a noite, cada um criado para traduzir em sabor o que a alma da máquina significa. Foi a última camada de uma noite que não deixou nenhum sentido de fora.
Saí da Casa Osten com aquela sensação familiar de quem acabou de dirigir numa estrada boa: presente, acelerada, com a alma renovada.