Fundado em 2015, o escritório Amanda Brandão Arquitetura e Interiores consolidou, ao longo de dez anos, uma atuação centrada na arquitetura residencial de alto padrão. Com sede em São Paulo e cerca de 70 projetos desenvolvidos, o crescimento aconteceu de forma estruturada, com foco em planejamento, controle e longevidade.
GLMRM conversou com Amanda Brandão sobre processo, estratégia e longevidade na arquitetura
Como o escritório cresceu ao longo dos últimos dez anos?
O crescimento foi gradual e consciente. Desde o início, a prioridade foi assumir projetos completos, acompanhando todas as etapas — do conceito à finalização da obra. Também houve uma escolha clara por trabalhar com clientes alinhados ao posicionamento do escritório.
Esse recorte permitiu construir um portfólio coeso e desenvolver uma metodologia própria, ajustada ao tipo de projeto que o escritório deseja entregar.
De que forma sua trajetória influenciou o modelo atual?
Ter passado por estruturas muito diferentes me deu uma visão ampla de como projeto, orçamento e obra precisam caminhar juntos. Trabalhei tanto em escritório pequeno quanto em operação de grande escala. Isso me ensinou que criatividade sem gestão não sustenta resultado — e gestão sem sensibilidade compromete o projeto.
Qual é o papel do planejamento financeiro dentro do processo criativo?
Orçamento, cronograma e escopo entram desde o início. Não tratamos esses pontos como algo posterior à criação. Quando integramos planejamento financeiro ao processo criativo, reduzimos riscos e conseguimos tomar decisões mais seguras ao longo da obra. Isso impacta diretamente prazo, fornecedores e execução.
Como funciona a estrutura de atendimento do escritório?
A atuação abrange arquitetura residencial, design de interiores residenciais e corporativos, consultoria de decoração e acompanhamento de obra.
Os processos são claros e organizados para atender projetos personalizados, com controle técnico e gestão próxima de fornecedores e parceiros. A estrutura foi desenhada para garantir previsibilidade e acompanhamento contínuo.
Existe uma estética que acompanha essa lógica de gestão?
Nosso portfólio prioriza linhas contemporâneas, baixo contraste e foco em conforto e durabilidade. A atemporalidade não é apenas estética, é estratégica. Quando evitamos excessos e tendências passageiras, reduzimos retrabalho e prolongamos o ciclo de vida do projeto.
Tendências entram como referência técnica, mas o conceito permanece consistente.
O que sustenta os resultados alcançados até agora?
Depois de cerca de 70 projetos desenvolvidos, ficou claro que consistência, planejamento financeiro e processo estruturado sustentam decisões mais seguras e resultados duradouros na arquitetura.
E o próximo passo?
Ao completar dez anos, com escritório físico estruturado e equipe consolidada, a ampliação para projetos no exterior aparece como movimento natural. A expansão mantém a mesma lógica que guiou a consolidação no mercado brasileiro: método, controle e clareza de posicionamento.