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Viajar no auge do verão europeu já não significa, necessariamente, procurar praias lotadas e dias de calor intenso. Com temperaturas cada vez mais altas em destinos tradicionais do Mediterrâneo, cresce o interesse por roteiros em regiões de montanha, natureza e clima mais agradável.

É nesse contexto que as chamadas coolcations ganham força. O termo define viagens para lugares onde o clima permite aproveitar o dia ao ar livre sem enfrentar calor excessivo. Mais do que uma questão de conforto térmico, a tendência também responde ao desejo de escapar das multidões e encontrar destinos com um ritmo mais tranquilo.

Entre vales nos Pirineus, vinhedos sul-africanos e paisagens vulcânicas no Pacífico, alguns lugares reúnem temperaturas amenas, boa gastronomia e experiências ligadas à natureza.

Andorra entre montanhas e florestas

Andorra – Vall del Madriu – Foto Divulgação

Localizada entre França e Espanha, Andorra ocupa um pequeno território nos Pirineus, com grande parte de sua área coberta por florestas. Durante o verão, as temperaturas nos vales costumam variar entre 20°C e 25°C, enquanto as regiões mais altas permanecem ainda mais frescas.

O clima favorece caminhadas, passeios de bicicleta e atividades ao ar livre. O Vale de Incles está entre os pontos mais procurados por quem deseja explorar trilhas e paisagens montanhosas. Já Ordino preserva uma atmosfera histórica e serve de acesso ao Parque Natural do Vale de Sorteny, conhecido pela variedade de plantas nativas.

Casa Serras Andorra – Foto Divulgação

Para quem prefere unir natureza e vida urbana, Andorra la Vella concentra restaurantes, cafés e lojas, além de facilitar o acesso a diferentes parques. Na Avenida Meritxell, o Casa Serras funciona como base para explorar o principado.

Inaugurado no fim de 2025, o hotel reúne 62 suítes de design contemporâneo, spa e uma unidade do restaurante Fismuler. O menu segue uma cozinha espanhola baseada em ingredientes sazonais, com tapas e pratos para compartilhar.

África do Sul além dos safáris

Mont Rochelle – África do Sul – Foto Divulgação

Cape Town também aparece como alternativa para quem busca um inverno de temperaturas agradáveis. Entre junho e setembro, a cidade costuma ter dias amenos e noites mais frias, cenário propício para percorrer museus, restaurantes, praias e áreas naturais.

A Table Mountain domina a paisagem e oferece diferentes trilhas e mirantes. A cidade também funciona como ponto de partida para explorar a região vinícola, localizada a menos de uma hora de distância.

Em Franschhoek, conhecida como “French Corner”, montanhas e vinhedos formam uma paisagem de ritmo mais sereno. É ali que está o Mont Rochelle, hotel da coleção Virgin Limited Edition.

Mont Rochelle – África do Sul – Foto Divulgação

Com apenas 26 acomodações e uma propriedade de 39 hectares, o endereço produz os próprios vinhos e organiza experiências como degustações, piqueniques, caminhadas e almoços entre os vinhedos. A proposta atende tanto aos interessados em enogastronomia quanto a quem prefere passar o dia em contato com a natureza.

Ilha de Páscoa em ritmo contemplativo

Ilha de Páscoa – Foto Divulgação

No meio do Pacífico, a Ilha de Páscoa oferece uma combinação particular de sol, vento e temperaturas moderadas. A média anual fica em torno de 22°C, enquanto a brisa constante ajuda a tornar os passeios mais agradáveis.

A principal experiência é conhecer a cultura rapa nui e os sítios arqueológicos onde estão os moais. As grandes estátuas de pedra ocupam diferentes pontos da ilha e ajudam a contar parte da história de seus primeiros habitantes.

Nayara Hangaroa – Ilha de Páscoa – Foto: Divulgação

Além dos parques arqueológicos, o destino permite caminhadas por crateras vulcânicas, trilhas costeiras, cavalgadas e mergulhos. A distância dos grandes centros também contribui para uma viagem mais silenciosa e contemplativa.

Entre as opções de hospedagem está o Nayara Hangaroa, criado por uma família rapa nui e atualmente administrado pela Nayara Resorts. O hotel oferece quartos voltados para o oceano, passeios acompanhados por guias locais e uma gastronomia marcada por peixes frescos, com destaque para os ceviches de atum.

Viajar para respirar

O crescimento das coolcations mostra que fugir do calor é apenas parte da escolha. Esses destinos também oferecem uma relação diferente com o tempo, com menos filas, menos pressa e mais espaço para explorar paisagens, sabores e culturas locais.

Em vez de organizar uma viagem em torno das atrações mais disputadas, a proposta é criar dias mais abertos, com caminhadas, refeições longas e momentos de contemplação. Afinal, em tempos de turismo acelerado, encontrar um lugar onde seja possível respirar também virou uma forma de luxo.

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