Do prato à rua: como tendências viram identidade

Foto Divulgação

Entre a mesa e o imaginário cultural do verão, a Coqueiro dá um passo além ao levar para as ruas uma estética que dominou o hemisfério norte. Em parceria com a C&A, a marca aposta no “sardine summer” — tendência que viralizou na Europa ao misturar humor, nostalgia e referências vintage — para criar uma cápsula de camisetas e embalagens exclusivas que conectam alimentação, moda e lifestyle de forma inédita no Brasil.

A ação marca um novo momento para a Coqueiro, que amplia sua presença para além do consumo doméstico e passa a dialogar com comportamento, identidade e expressão visual. Para entender os bastidores dessa movimentação, os desafios de traduzir uma tendência global para o contexto brasileiro e o papel estratégico de colaborações no futuro da marca, conversamos com Flávia Molina, CMO da Camil Alimentos, em um Q&A que revela como a sardinha virou símbolo de verão, estilo e conversa cultural.

Flavia Molina – Foto Divulgação

A marca sempre teve uma presença muito forte à mesa do brasileiro. O que motivou essa travessia para o território da moda e do lifestyle neste momento?

Coqueiro sempre fez parte do cotidiano das pessoas, mas entendemos que as marcas hoje precisam ir além e ocupar também um espaço cultural. Esse movimento nasce de uma escuta muito ativa do comportamento do consumidor, especialmente das novas gerações, que se conectam com marcas que expressam valores, identidade e estilo de vida. Explorar a moda é um movimento natural: continuamos sendo a marca da mesa, mas agora também da conversa, da estética e do verão vivido fora de casa. Esse projeto marca um novo capítulo, mais contemporâneo, expressivo e conectado ao presente.

A tendência “sardine summer” carrega humor, memória afetiva e uma estética vintage muito ligada à cultura europeia. Como foi o processo de tropicalizar esse conceito para o Brasil sem perder autenticidade?

O ponto de partida foi respeitar a essência da tendência. A “sardine summer” nasceu dessa relação com o Mediterrâneo, com o simples, com o verão vivido de forma leve — e isso dialoga muito com o Brasil. A tropicalização veio pela tradução cultural: cores mais solares, humor brasileiro e referências visuais que conversam com o nosso litoral e com a forma como vivemos o verão aqui. Trabalhamos para que a sardinha continuasse sendo o símbolo central, mas com uma leitura mais vibrante, acessível e próxima da nossa realidade. É uma estética que mantém a nostalgia, mas ganha frescor.

Olhando para o futuro, essa parceria abre caminho para novas colaborações e extensões de marca? O que se espera construir com projetos como esse?

Sem dúvida, esse projeto abre um caminho muito importante. Ele mostra que a marca pode dialogar com diferentes territórios sem perder sua essência. Nosso objetivo é construir relevância cultural, estar presente em novos contextos de consumo e criar conexões mais profundas com as pessoas. Não se trata apenas de fazer parcerias, mas de criar experiências e narrativas que façam sentido, que despertem desejo e reforcem a marca como parte da vida cotidiana. Esse é um movimento de longo prazo — e essa colaboração é um primeiro passo grandioso dessa jornada.

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