Entre o Lago de Furnas, conhecido como Mar de Minas, e a Serra da Canastra, Capitólio se prepara para ganhar uma nova estrutura voltada ao turismo, ao lazer e à hospitalidade. O Empreendimento Cataguá reúne resort, parque aquático, áreas de aventura e diferentes experiências integradas à paisagem dos cânions, em uma proposta que busca ampliar o tempo de permanência do visitante na região.
Uma das principais âncoras do projeto é o Cataguá Resort Esmeralda, empreendimento com padrão de hospitalidade da rede Wyndham e investimento previsto de R$ 235 milhões, realizado com recursos próprios. As obras começaram em maio de 2026 e a inauguração está prevista para o fim de 2029.
O resort contará com 304 unidades, distribuídas entre studios de 36 m², suítes de 46,5 m² e coberturas de 93 m². Além disso, a estrutura inclui piscina de borda infinita voltada para a paisagem do Lago de Furnas, spa, academia e quadra de beach tennis.
A proposta parte do conceito de “Natureza Cinco Estrelas”, que tenta aproximar conforto e paisagem sem transformar a natureza apenas em pano de fundo.
Um complexo voltado à experiência
O Cataguá ocupa uma área de 1,2 milhão de metros quadrados, mas apenas 19% do terreno deverá receber construções. Os outros 81% permanecerão como área verde nativa, segundo o empreendimento.
Para Jorge Abukater, empresário e um dos sócios do projeto, a integração entre natureza, lazer e hospitalidade pode ampliar a projeção turística de Capitólio.
“Capitólio e seu entorno possuem uma vocação turística extraordinária, moldada por riquezas naturais únicas. Com o Empreendimento Cataguá, nossa missão é potencializar esse DNA, entregando um complexo que integra o Mar de Minas e a Serra da Canastra ao mais alto padrão de hospitalidade. Ao conectar dois parques temáticos e um resort de nível internacional, consolidamos a região não apenas como o principal polo de lazer de Minas Gerais, mas como um dos destinos mais competitivos e desejados do Brasil”, destaca.
Parque aquático e aventura
O resort se conecta a duas estruturas importantes do complexo. Uma delas é o Tuná Parque Aquático, previsto para ocupar 150 mil m². O projeto inclui piscinas de ondas, rio lento e atrações como a Tuná Race, além de acesso direto para hóspedes do resort.
Já o Pauá Parque terá 360 mil m² e concentra experiências ligadas à natureza e à aventura. Entre elas estão trilhas, piscinas naturais, cachoeiras, circuito de tirolesas, ponte pênsil de 110 metros e o Mirante dos Canyons, um dos pontos mais conhecidos de Capitólio.
O parque também inclui áreas como a Cachoeira Pauá Lagoa Azul e o Aquabar, pontos que já fazem parte do circuito náutico da região.
Tempo compartilhado e viagens internacionais
O Cataguá Resort Esmeralda adotará o modelo de tempo compartilhado, ou time share, no qual o proprietário adquire períodos de utilização do empreendimento.
Além do uso do próprio resort, o sistema prevê intercâmbio por meio da RCI, plataforma que conecta proprietários a uma rede de hotéis internacionais. Dessa forma, a proposta amplia as possibilidades de uso para além do destino mineiro.
Sustentabilidade como parte do projeto
A preservação ambiental também aparece como um dos pilares do empreendimento. O complexo prevê estações de tratamento de água e resíduos, além de licenciamento ambiental e ações voltadas à proteção de espécies nativas.
O Cataguá também conta com Sistema de Gestão de Segurança certificado pela ISO 21101, norma relacionada à gestão de segurança em atividades de turismo de aventura.
A localização, a cerca de 30 minutos entre Capitólio e Passos, reforça a intenção de conectar diferentes circuitos turísticos da região.
Arquitetura e identidade
O master plan do Cataguá foi desenvolvido pelo arquiteto e urbanista Carlos Mauad, com atuação em projetos de resorts, parques aquáticos, hotéis e condomínios. Já os projetos Legal e Executivo ficaram sob responsabilidade do arquiteto Milton Filho, da MFDC Arquitetura.
No portfólio de Milton estão trabalhos para o Grupo Aviva, como Rio Quente Resorts, Hot Park e Costa do Sauípe.
O branding do complexo e de suas submarcas foi desenvolvido pela consultoria de Luis Grottera, com foco em manter uma identidade visual ligada à natureza e à região.
Para João Victor Queiroz Karan, empresário e sócio do empreendimento, o objetivo é ampliar o alcance turístico de Capitólio e, ao mesmo tempo, gerar impacto econômico local.
“Nosso compromisso com o Cataguá é estabelecer um novo referencial de excelência para o turismo regional. Queremos ajudar Capitólio a ocupar um lugar de destaque entre os grandes destinos turísticos do Brasil e do mundo. Isso se traduz em um impacto socioeconômico real, com investimentos na capacitação da mão de obra local, fortalecimento do trade turístico e a chegada de atrações inéditas. O Cataguá nasce para ser um vetor de desenvolvimento para toda a região e um destino de desejo para viajantes de todo o mundo”, ressalta.
Com previsão de gerar 150 empregos diretos durante as obras, 680 após a inauguração e 1.800 postos indiretos, o projeto tenta unir hospitalidade, lazer e natureza em uma mesma experiência. Em uma região já conhecida pela força visual dos cânions e pelas águas do Lago de Furnas, o chamado Mar de Minas, o Cataguá aposta justamente em ampliar as razões para ficar mais tempo em Capitólio.