O novo projeto do chef chega ao público brasileiro com o azeite extravirgem Casa Lobos Cosecha Temprana by Henrique Fogaça, desenvolvido com sua participação direta em todas as etapas, da colheita das olivas ao envase. GLMRM bateu um papo com o chef sobre o processo, a origem e a proposta por trás do produto.
Produzido a partir da variedade Cornicabra, originária da região de La Mancha, na Espanha, o azeite nasce em Jaén, na Andaluzia, pela tradicional empresa familiar Aires de Jaén, dos López, em uma área de solo com influência vulcânica e abundância de carvalhos, condições ideais para a produção de azeites de alta qualidade. De perfil clássico espanhol, frutado e equilibrado, é perfeito para saladas, pães, massas, carpaccios e finalizações em pratos mediterrâneos e carnes.
Com tiragem limitada e trazido ao Brasil com exclusividade pela No Border, o produto reflete o compromisso de Fogaça com qualidade, identidade e autenticidade. O rótulo é assinado pelo artista plástico Victor Pinheiro, também responsável por obras presentes no Sal Gastronomia, reforçando o caráter autoral e a conexão entre gastronomia e arte que marcam esse lançamento.
Como nasceu a ideia de desenvolver um azeite próprio e o que mais te motivou nesse projeto?
Esse projeto nasceu de uma vontade muito genuína de me aprofundar ainda mais na origem dos ingredientes que eu uso na cozinha. O azeite é um dos pilares da gastronomia, e eu queria entender e participar de tudo, não só colocar meu nome. Estar presente desde a colheita até o envase foi essencial pra garantir que o produto tivesse verdade, tivesse identidade. É um azeite que carrega minha essência, minha forma de enxergar a comida: simples, direta e com muito respeito pelo ingrediente.
O que faz esse azeite se destacar em termos de sabor e experiência?
Ele tem um perfil clássico espanhol, é frutado, equilibrado, mas ao mesmo tempo tem personalidade. Não é um azeite apagado, ele aparece no prato, mas de forma elegante. Acho que o grande diferencial está justamente nesse equilíbrio aliado ao cuidado artesanal em todo o processo. É um produto com história, com origem muito bem definida, e isso se traduz no sabor. Quando você prova, entende que não é só mais um azeite.
Como você gosta de usar esse azeite na prática, dentro e fora da cozinha profissional?
Eu sempre falo que azeite bom é pra finalizar e pra protagonizar. Esse, principalmente, funciona muito bem assim. Gosto de usar em coisas simples: um pão artesanal, uma salada fresca, legumes grelhados, porque aí ele realmente aparece. Também uso pra criar contraste em pratos mais elaborados, trazendo frescor e complexidade. Às vezes, menos é mais, e um azeite de qualidade pode transformar completamente uma preparação básica.