
Advogada por formação e empresária por vocação, Georgia Adriano vem construindo um lugar singular no mercado brasileiro ao aproximar o universo do agronegócio da moda e do lifestyle de luxo. À frente de iniciativas como o JBJ Ranch e o Leilão da Família, ela transforma tradição em tendência e aposta em um western sofisticado, com identidade brasileira. Para 2026, Georgia dá mais um passo nesse movimento com colaborações inéditas e já mira novos horizontes para 2027. Em conversa com o Glamurama, ela fala sobre estética, negócios e o futuro do agro como referência de estilo.
Você tem uma trajetória que começa no Direito. Em que momento a moda e o lifestyle passaram a fazer parte do seu caminho?
A moda sempre esteve ali, quase como um instinto. Desde pequena, eu já gostava de experimentar, misturar referências e ficar de olho no que estava em alta. Ao mesmo tempo, o lifestyle country nunca foi uma escolha, é a minha origem. Nasci em Uberaba, venho de uma família ligada ao agro e cresci nesse ambiente. O Direito entrou como uma formação sólida, mas a moda e esse universo sempre caminharam comigo. Em algum momento, deixou de ser paralelo e passou a ser protagonista, acho que de um jeito muito natural.
De onde vem essa paixão pelo estilo western?
Minha identidade é essa, mas acho que essa paixão foi ganhando novas camadas ao longo do tempo. Como disse, o universo country sempre fez parte da minha vida, mas hoje ele também está muito presente na minha rotina, especialmente com a fazenda e tudo o que construímos em torno dela.
As viagens ao Texas tiveram um papel importante nisso: é impossível não se encantar com a força estética e cultural do western por lá. Existe uma identidade muito marcante, que mistura tradição, atitude e estilo. E acho que foi aí que virou uma escolha consciente também, de viver e traduzir esse lifestyle de forma cada vez mais autêntica e atual.
Você tem sido uma das vozes que ajudam a reposicionar o agro como lifestyle. Como enxerga esse movimento hoje?
Esse movimento vem crescendo a cada dia, impulsionado pela busca por tempo em meio à rotina acelerada. Muitas pessoas encontram esse respiro na fazenda, como um hobby ou uma forma de se desconectar das grandes cidades.
Há uma valorização do simples e uma reconexão com as raízes. E eu vejo um avanço importante nesse comportamento, com a retomada do interesse pelo universo country, que sempre existiu, mas que ficou em segundo plano durante um tempo.
Essa paixão também se reflete no agro e na moda, com uma tendência forte nas principais marcas internacionais.

Para a edição de maio de 2026, você traz colaborações com Paula Torres e Patricia Vieira. O que podemos esperar dessas parcerias?
Vamos ter uma coleção inédita com a Patrícia! A ideia é trazer um pouco do Texas para o Brasil, com as minhas referências em Fort Worth e Dallas, berço do western.
Com a Paula Torres, vamos lançar duas botas chamadas Georgia, uma alta e uma baixa, totalmente repaginadas dentro do universo western.
O que posso adiantar é que as collabs estão lindíssimas e com propostas super modernas!
Como você define o western que você propõe hoje?
O western não é apenas um estilo, é um lifestyle. Eu trago um olhar mais sofisticado, que foge do rústico. Eu digo que é um estilo de vida elegante, com uma leitura muito atual do que vemos hoje lá fora. É uma abordagem totalmente repaginada, pouco explorada aqui, mas presente em quem vive esse universo no exterior, especialmente no Texas.
Existe um consumidor específico para esse estilo ou ele está se ampliando?
É um estilo que se adapta a diferentes públicos e ocasiões. Você pode, por exemplo, ir de um jantar entre amigos a eventos mais formais.
É uma moda muito versátil. E quem acompanha meu trabalho consegue ver claramente esse mix que faço com marcas como Balmain, Gucci, Chanel e Cult Gaia, looks reinterpretados dentro desse universo.
Você já está olhando para 2027 com um novo projeto. Pode adiantar alguma coisa?
Para 2027, estamos desenvolvendo um projeto que fala sobre exclusividade, pertencimento e raízes, unindo o consumo do universo do luxo traduzido para o mercado western. Algo inédito no Brasil.
Também pretendo valorizar e trazer para perto mulheres que, às vezes, não são tão ativas no agro, incentivando para que participem de eventos exclusivos, multiplicando nossa paixão pelo estilo de vida do agro. E a moda é o palco perfeito para apresentarmos nossa voz.
Qual é o seu objetivo ao unir moda e agronegócio?
Trazer cada vez mais mulheres para o agro, um universo ainda visto muito como masculino. Minha ideia é fazer com que elas se apaixonem por esse movimento e consigam enxergar que existe muito mais do que a rotina no campo: trata-se de um estilo de vida.
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