Mariana Coldebella usa vestido feito pela mãe há 42 anos em casamento em Porto Alegre

De volta ao Brasil após um período entre viagens e trabalhos internacionais, Mariana Coldebella se casou no religioso com o engenheiro Bruno Freire em uma cerimônia intimista na Igreja Nossa Senhora da Assunção, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Com 40 convidados, o casamento reuniu escolhas ligadas à história familiar da modelo, começando pelo próprio vestido de noiva.

Para a cerimônia, Mariana escolheu usar a mesma peça vestida por sua mãe, Lorita, em seu casamento, há 42 anos. Mais do que ter pertencido à família, o vestido foi desenhado e confeccionado pela própria mãe da modelo, que participou de todas as etapas de sua criação.

“O mais especial é que foi ela mesma quem desenhou e costurou o vestido para o casamento dela. Também existe um significado muito forte no fato de ela ter feito o próprio vestido. Ela colocou tempo, criatividade, cuidado e amor naquela peça, e poder continuar essa história foi uma das coisas mais emocionantes de todo o meu casamento. Anos depois, essa mesma peça chegou até mim e foi cuidadosamente restaurada pela Casa Amarela, que conseguiu preservar sua essência e, ao mesmo tempo, prepará-la para que eu pudesse usá-la no meu casamento. Para mim, foi uma forma de honrar a história dela e, ao mesmo tempo, começar a escrever a minha”, explica.

Com estética vintage e corte Chanel, o vestido foi confeccionado em crepe de seda, com detalhes em guipir e seda pura. Antes de voltar à cerimônia, a peça passou por um trabalho de restauração para preservar suas características originais e permitir que Mariana a usasse mais de quatro décadas depois.

Memórias de família nos detalhes

A escolha de se casar no Rio Grande do Sul também reforçou a conexão de Mariana com suas origens.

“Foi especialmente simbólico casar no Sul, cercada pela minha família e pelas minhas raízes, usando um vestido que também faz parte da história da minha família. Foi carregar comigo uma parte da história dos meus pais e da minha família em um dos dias mais importantes da minha vida. Meus pais estão casados há 42 anos e têm uma relação que admiro profundamente e pela qual rezo para também construir com o Bruno. Então, de certa forma, vestir aquele vestido era também vestir um sonho: o sonho de construir uma relação tão bonita, sólida e duradoura quanto a deles”, conta Mariana.

Outros elementos do look também foram escolhidos a partir de memórias afetivas. O véu com margaridas faz referência à flor apreciada pela avó e pela mãe da modelo. Já um broche pertencente à avó paterna de Mariana, que já faleceu, foi usado para prender o véu.

“Como minha avó já não está mais entre nós, quis que ela estivesse presente de uma forma muito simbólica. Usei o broche dela prendendo o véu de margaridas, unindo duas coisas que remetiam diretamente a ela e à nossa história”, afirmou.

Uma conexão entre Nova York e Porto Alegre

A cerimônia foi celebrada pelo Padre Mário, que acompanhou Mariana durante os nove anos em que ela viveu em Nova York. Na época, ele era pároco da Igreja Brasileira na cidade, e os dois mantiveram uma relação próxima ao longo dos anos.

“Ele era o pároco da Igreja Brasileira de lá e, ao longo dos anos, construímos um laço de carinho muito grande. Tê-lo de volta na minha vida, justamente para realizar e abençoar o meu casamento, foi um daqueles momentos que tornam o dia ainda mais especial”, conta a modelo.

Depois da cerimônia religiosa em Porto Alegre, Mariana Coldebella e Bruno Freire se preparam para uma nova celebração. O casal escolheu São Miguel dos Milagres, em Alagoas, para o destination wedding, previsto para dezembro.

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