No coração financeiro de São Paulo, bastam alguns minutos para trocar o concreto pela floresta. Durante o Encontro Futuro Vivo, o público poderá conhecer a Amazônia por meio de uma experiência imersiva em realidade virtual que recria uma viagem pela região do Rio Tapajós.
A iniciativa apresenta o filme “Amazônia Viva”, do cineasta e produtor brasileiro Estevão Ciavatta. Durante cerca de dez minutos, os visitantes acompanham imagens da floresta com óculos de realidade virtual e cadeiras giratórias instaladas no foyer do Teatro Vivo.
Premiado como Melhor Filme no Barcelona Planet Film Festival, o projeto já foi visto por mais de 250 mil pessoas. Agora, ganha uma nova apresentação em São Paulo dentro da programação do evento promovido pela Vivo, com curadoria da Mandalah.
Quem conduz a experiência é Raquel Tupinambá, liderança indígena da aldeia Surucuá. A partir de seu olhar, o público é apresentado a uma Amazônia que vai além da paisagem e passa também por sua dimensão social, cultural e ambiental.
Raquel participa ainda do painel “O futuro é amazônico”, ao lado de Ilona Szabó, cofundadora do Instituto Igarapé, da cientista Marina Hirota e de Maria José Cruz, líder da associação SEMEAR. A conversa amplia o debate sobre os desafios e as possibilidades ligados ao futuro da região.
A proposta do projeto parte justamente da tecnologia como ferramenta de aproximação. Isso porque, apesar de 53% dos brasileiros apontarem a Amazônia como o lugar que mais representa o país, 65% afirmam não conhecê-la.
No Encontro Futuro Vivo, essa distância ganha outra escala. Ainda que por poucos minutos, a realidade virtual cria uma linha direta entre São Paulo e a floresta, aproximando o público de um território que ocupa lugar central no imaginário brasileiro, mas que ainda permanece distante da experiência de grande parte da população.