Durante muito tempo, luxo na tecnologia foi sinônimo de potência, materiais nobres e especificações capazes de impressionar no papel. Hoje, porém, há outro ativo cada vez mais valioso: não precisar interromper a rotina. Trabalhar de um café, seguir para uma reunião, embarcar em um voo ou editar um projeto longe da tomada virou parte de um estilo de vida em que mobilidade e tempo passaram a pesar tanto quanto desempenho.
É nesse território que a Samsung posiciona a nova geração Galaxy Book6, que acaba de chegar ao Brasil. Formada pelos modelos Galaxy Book6 Ultra, Galaxy Book6 Pro e Galaxy Book6, a linha combina design mais enxuto, inteligência artificial e integração entre dispositivos para acompanhar uma rotina que já não acontece em um único lugar.
A bateria talvez seja o exemplo mais direto dessa mudança de comportamento. Dependendo da configuração, os notebooks chegam a até 30 horas de reprodução de vídeo, a maior autonomia já oferecida em um Galaxy Book. No Ultra, o carregamento rápido recupera até 65% da bateria em 30 minutos. Na prática, são recursos pensados para diminuir aquela velha negociação entre encontrar uma tomada e continuar o dia.
Tecnologia que ocupa menos espaço
O design segue a mesma lógica. O Galaxy Book6 Pro de 14 polegadas tem 11,6 mm de espessura e 1,24 kg, enquanto a versão de 16 polegadas chega a 11,9 mm. O acabamento em metal e a construção minimalista ajudam a aproximar o notebook de um objeto que acompanha diferentes ambientes sem carregar a aparência tradicional de uma estação de trabalho.
Além disso, os modelos Pro e Ultra estreiam um touchpad háptico, com resposta tátil, e trazem telas Dynamic AMOLED 2X. A tecnologia reduz reflexos e privilegia cores, contraste e fluidez, características que ganham relevância tanto para quem trabalha com imagem quanto para quem alterna a mesma tela entre reuniões, filmes e criação de conteúdo.
No Galaxy Book6 Ultra, essa proposta avança para atividades mais exigentes. O modelo incorpora processadores Intel Core Ultra Série 3 e GPU NVIDIA GeForce RTX 5060, ampliando as possibilidades para edição de vídeo, renderização e projetos em 3D. Já o sistema de áudio reúne seis alto-falantes com Dolby Atmos.
A inteligência artificial sai do discurso e entra na rotina
Outro movimento interessante está na tentativa de tornar a IA menos visível e mais cotidiana. Em vez de exigir uma série de comandos técnicos, o Galaxy AI permite, por exemplo, procurar um arquivo descrevendo aquilo que se lembra dele. Também é possível selecionar textos para traduzir ou resumir, remover fundos de imagens e organizar anotações.
Assim, uma busca como “fotos da viagem à praia no ano passado” pode substituir a navegação por pastas e nomes de arquivos esquecidos. É uma pequena mudança de hábito, mas ilustra bem para onde os computadores pessoais parecem caminhar.
A integração com smartphones e tablets Galaxy segue essa mesma ideia de continuidade. Uma foto feita no celular pode ser editada e retomada no notebook, enquanto um tablet pode funcionar como segunda tela. Arquivos, mensagens e notificações também circulam entre os dispositivos.
Mais do que acrescentar funções, essa nova geração aponta para uma transformação na própria relação com a tecnologia. Quanto mais sofisticado o dispositivo, menos ele parece querer disputar atenção. Em uma rotina atravessada por trabalho, viagens, criação e entretenimento, talvez esse seja um dos novos códigos do luxo digital: carregar menos, esperar menos e conseguir fazer mais sem pensar tanto no equipamento que tornou isso possível.
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