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Livro “História Social da Beleza Negra | Crédito: Divulgação

O livro “História social da beleza negra”, de Giovana Xavier, é uma boa pedida para quem deseja explorar o surgimento da indústria cosmética voltada para a mulher negra. A obra retrata mais especificamente a virada do ano 1900 nos Estados Unidos, no qual uma forte busca pelo “branqueamento” aconteceu entre os negros para tentar atender aos padrões de beleza, a popularização da eugenia (seleção baseada em leis genéticas) e a difusão de valores associados com a ideia de supremacia branca. Em 1902, por exemplo, foi lançado o Black Skin Remover, uma espécie de creme usado para clarear a pele. Além do foco na cor da pele, também existia a pressão para alisar os cabelos para ter um “bom biotipo” ou “melhorar a aparência”.

A responsável por evidenciar as raízes sociais desse conceito da subjetividade feminina negra é a historiadora Giovana Xavier, 42 anos, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e criadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras. Editado pela Record, o livro ressalta que os afrodescendentes buscavam alcançar o padrões não apenas por questões estéticas, mas por proteção, para não serem agredidos ou mortos.

Ricamente ilustrado, “História social da beleza negra” conta com textos introdutórios do historiador Sidney Chalhoub (Harcard/Unicamp) e Luiza Brasil, jornalista e pesquisadora, idealizadora da plataforma Mequetrefismos. Além da obra, por meio de sua rede social (@pretadotora), a autora realiza um trabalho de produção de conteúdos sobre autocuidado, maternidade, vida acadêmica sob a perspectiva de mulher negra.

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