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Sonia Braga esteve essa segunda-feira na pré-estreia do documentário sobre o Dzi Croquettes, no Rio, e contou histórias de bastidores que viveu com o grupo. "Um dos integrantes, Paulette, era meu parceiro em ‘Dancin’ Days’. Já fizemos muita coisa juntos, como dormir em um chão de terra batida na Bahia ao lado de um futuro pai de santo que decidiu construir ali o terreiro dele".
* E como será que a atriz se sentia nos anos 1970? "A gente escutava aquele LP de capa branca dos Beatles e, ao mesmo tempo, tinha a ditadura. Mesmo assim, estávamos criando e enlouquecendo. Fiquei nua em ‘Hair’. Mas isso é rebeldia? Não. Eu não era rebelde. Era engraçada. Na verdade, só falava de amor. Acho que eu era hippie".
* Será que rola um pouquinho de saudosismo? A atriz nega. "Só tenho saudades do futuro. Não temos como apertar um botão e voltar atrás. É difícil dizer se mudei. Na verdade, a minha base é a mesma. O que mudam são os hormônios. Você entra em uma sala, procura a mais jovenzinha e pergunta: ‘Tá calor aqui?’".
* Em tempos de eleições, Sonia fala que jamais se candidataria a um cargo público. "Inclusive quero acabar com todos. Se a gente se organizar em nossos quarteirões, não é preciso ir às urnas", disse a atriz, que pega as barcas, anda de metrô e segue sua vida em Niterói, sem muito glamour.
* "Estou há 1 ano no Brasil e só agora me oferecem um trabalho, e de apenas um capítulo [a minissérie ‘As Cariocas’]. Os Estados Unidos já estão me chamando de volta. Se eu for, dizem que não faço nada por aqui. É igual a briga de namorado: um diz ‘você não me ama’ e o outro responde ‘você é que não me ama’. É uma coisa estranha".

Sonia Braga: vida sem glamour em Niterói

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