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Cauã Reymond no encontro com Giorgio Armani

Por Fernanda Grilo

Cauã Reymond não tem se dedicado tanto à profissão de modelo, mas não importa, o gato ainda é muito procurado pelas marcas para ensaios e desfiles. No início da carreira, desfilou em passarelas importantes, como a de Jean Paul Gaultier e Karl Lagerfeld. Agora, Cauã alcançou outro patamar e foi convidado pessoalmente por Giorgio Armani para representar o homem brasileiro no desfile masculino da coleção de Primavera/Verão 2015 da marca Emporio Armani, realizado nessa segunda-feira, em Milão, na Itália.

Cauã sentou na Fila A, ao lado de astros como Steven Tyler e Joe Perry, respectivamente vocalista e guitarrista da banda Aerosmith. Glamurama não perdeu a oportunidade e conversou, com exclusividade, com o ator sobre este momento, além de falar sobre sua carreira, preconceito, moda e os planos para o futuro. Confira a entrevista e as fotos desse encontro.

Como você se sentiu com o convite do Armani?
Foi uma surpresa e uma honra ter sido convidado por Giorgio Armani. E foi a primeira vez que pude assistir a um desfile sentado na plateia. Minhas experiências anteriores foram apenas na própria passarela. Assistindo de fora você tem não apenas a noção de conjunto como do próprio desfile como um grande show, no sentido amplo da palavra.

Você já trabalhou com a marca em outra oportunidade? Quando e qual foi o trabalho?
Já havia desfilado para Gaultier, Lagerfeld e vários outros, mas para Armani nunca.

Qual a sua peça preferida do Armani?
Gostei muito da coleção como um todo, mas minha peça preferida foi a calça que usei para ir ao evento, bonita e acima de tudo bastante confortável.

Como foi o seu encontro com o Armani? O que conversaram?
Ele foi muito gentil e simpático. Fui muito bem recebido. Perguntou o que achei do desfile, me cumprimentou à maneira dos milaneses, com um beijo no rosto, e me agradeceu por ter vindo.

Quais as suas lembranças da época em que era modelo?
Foi bom porque me deu a oportunidade de conhecer e morar em vários lugares do mundo ainda muito jovem, mas não era exatamente uma carreira que me satisfizesse profissionalmente.

Você acha que os homens brasileiros são ligados em moda? Eles entendem a importância do Armani, por exemplo?
Acho que os homens brasileiros estão um pouco mais antenados, mas sem dúvida todo mundo conhece e sabe a importância de Giorgio Armani. Ele é um ícone. E é surpreendente que aos 80 anos ainda esteja à frente de toda a organização, cuidando de cada detalhe. Quando você o vê pessoalmente, entende a razão: é um homem ainda com muita energia e super em forma.

Os modelos brasileiros ainda sofrem preconceito nessa transição para outras carreiras, como a de ator, por exemplo?
Houve uma época em que sim. Hoje, acho que nem tanto. O importante é ter talento e vocação para a profissão, seja ela qual for.

Quais são os seus projetos futuros?
Começo a filmar em setembro o longa “Língua Seca”, do Homero Olivetto, no interior de Pernambuco. Paralelamente, continuo tocando dois outros projetos para o cinema, um deles com direção e coprodução de Laís Bodanzky.

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