Publicidade
Mozart Guerra // Reprodução

É impossível passar em frente a um trabalho do artista brasileiro Mozart Guerra e não permanecer com os olhos fixos por um bom tempo. O pernambucano é graduado em Arquitetura e trabalhou como cenógrafo de teatro, cinema e televisão no Brasil. Nos anos 1990 resolveu tentar a vida longe: veio para Paris.

Ao longo dos anos sua identidade artística passou por uma transformação, saiu o papel pintado e entraram as esculturas coloridas. Os materiais que mais utiliza agora são poliestireno, espuma expansiva e cordas de nylon com os quais cria esculturas hiper-realistas e lúdicas. Há sempre a imagem de um alvo que carrega uma mensagem intrigante, uma crítica. “É lúdico e colorido, mas ambíguo. Há uma ironia, ao mesmo tempo que o ser humano aprecia a natureza ele a destrói”, comenta Mozart.

O escultor trabalha com várias galerias na França, Luxemburgo, Itália, Portugal, Canadá, Holanda, Áustria, Suíça, Espanha e Costa Rica. Além de contabilizar participações nas feiras mais renomadas do mundo, como SCOPE Basel, na Suíça, Art Paris, no Grand Palais, e Art Elysées, no Champs- Elysées. Ele também representou o Brasil na exposição “Latitudes Terres d’Amazonie”, sem esquecer da parceria com o designer japonês Yasumichi Morita em Hong Kong, Tóquio e Osaka. Recebeu o prêmio “Coup de Coeur du Jury” do Salon National des Artistes Animaliers, na França.  (por Mario Kaneski de Moraes, fundador do Estúdio Arara, startup de comunicação e marketing, sediada em Paris)

*

Play para a entrevista com Mozart:

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR

Trump, Hollywood e um déjà-vu que ninguém pediu

Trump, Hollywood e um déjà-vu que ninguém pediu

Trump tenta ressuscitar a franquia Rush Hour ao se aproximar de investidores e de Brett Ratner, num movimento que parece mais político do que cinematográfico. A proposta mistura nostalgia, estratégia cultural e a tentativa de reabilitar nomes controversos, mas enfrenta um mercado que não demonstra demanda real por um quarto filme. O episódio revela mais sobre a necessidade de Trump de reafirmar sua persona pública do que sobre qualquer impulso criativo em Hollywood.
Tom Cruise enfim leva seu Oscar…

Tom Cruise enfim leva seu Oscar…

Tom Cruise foi o grande nome do Governors Awards ao receber, após 45 anos de carreira, seu primeiro Oscar — um honorário. Em um discurso íntimo e preciso, ele relembrou a infância no cinema e reafirmou que fazer filmes “é quem ele é”. A entrega por Alejandro Iñárritu, seu novo parceiro em um projeto para 2026, reforçou o peso artístico do momento. Nos bastidores, o prêmio foi visto como aceno da Academia a um dos últimos astros capazes de mover massas ao cinema. Uma noite que selou não só um reconhecimento tardio, mas também a necessidade de Hollywood de se reconectar com sua própria grandeza.

Instagram

Twitter